Uma catequese através da arte
Diante da exuberância da arte romana, que pode nos surpreender com seu requinte, vale a pena ler uma parte do Discurso do Papa Bento XVI em 22/2/2007:
“Gostaria de recordar que a Itália é particularmente rica de arte, e a arte é um tesouro de catequese inesgotável, incrível. Para nós, é inclusive um dever conhecê-la e compreendê-la bem.
Não como por vezes fazem os historiadores da arte, que a interpretam apenas formalmente, em conformidade com a técnica artística. Devemos antes entrar no conteúdo e fazer reviver o contexto que inspirou esta grande arte. Parece-me realmente que é um dever também na formação dos futuros sacerdotes conhecer estes tesouros e ser capaz de transformar em catequese viva aquilo que está presente neles e que hoje nos fala. Assim, também a Igreja poderá manifestar-se como um organismo não de opressão ou de poder como alguns querem demonstrar mas de uma fecundidade espiritual irrepetível na história, ou pelo menos, ousaria dizer, a ponto de não se poder encontrá-la fora da Igreja católica. Este é também um sinal da vitalidade da Igreja que, com todas as suas debilidades e também os seus pecados, permaneceu sempre uma grande realidade espiritual, uma inspiradora que nos transmitiu toda esta riqueza.
Portanto, temos o dever de entrar nesta riqueza e de nos tornarmos capazes de ser intérpretes desta arte. Isto vale tanto para a arte pictórica e escultural, como para a música sacra, que é um setor da arte que merece ser vivificado. Diria que o Evangelho diversificadamente vivido é, ainda hoje, uma força inspiradora que nos dá e nos dará a arte. Também hoje existem sobretudo esculturas belíssimas, demonstrando que a fecundidade da fé e do Evangelho não se apagou; inclusive hoje há composições musicais... Parece-me que se pode sublinhar uma situação, digamos, contraditória da arte, uma situação também um pouco desesperada da arte. Também hoje a Igreja inspira, porque a fé e a Palavra de Deus são inesgotáveis. E isto infunde coragem em todos nós”.
Ir a Roma é conhecer os principais vestígios da história da Igreja que se conservam na Cidade Eterna. Na esteira dos passos de São Josemaria, Fundador do Opus Dei, é possível, recorrendo aos seus ensinamentos, extrair todo o fruto possível dos percursos.
Para um cristão, que goza da luz da fé, Roma não é apenas uma cidade de grande interesse artístico ou histórico, mas muito mais: é a sua Casa, um regresso às origens, o cenário de uma história maravilhosa — a do Amor infinito de Deus que quer chegar a toda a humanidade — que será sempre atual e que nos interpela especialmente no início do terceiro milênio, quando todos os filhos da Igreja têm pela frente o desafio da nova evangelização.
“Gostaria de recordar que a Itália é particularmente rica de arte, e a arte é um tesouro de catequese inesgotável, incrível. Para nós, é inclusive um dever conhecê-la e compreendê-la bem.
Não como por vezes fazem os historiadores da arte, que a interpretam apenas formalmente, em conformidade com a técnica artística. Devemos antes entrar no conteúdo e fazer reviver o contexto que inspirou esta grande arte. Parece-me realmente que é um dever também na formação dos futuros sacerdotes conhecer estes tesouros e ser capaz de transformar em catequese viva aquilo que está presente neles e que hoje nos fala. Assim, também a Igreja poderá manifestar-se como um organismo não de opressão ou de poder como alguns querem demonstrar mas de uma fecundidade espiritual irrepetível na história, ou pelo menos, ousaria dizer, a ponto de não se poder encontrá-la fora da Igreja católica. Este é também um sinal da vitalidade da Igreja que, com todas as suas debilidades e também os seus pecados, permaneceu sempre uma grande realidade espiritual, uma inspiradora que nos transmitiu toda esta riqueza.
Portanto, temos o dever de entrar nesta riqueza e de nos tornarmos capazes de ser intérpretes desta arte. Isto vale tanto para a arte pictórica e escultural, como para a música sacra, que é um setor da arte que merece ser vivificado. Diria que o Evangelho diversificadamente vivido é, ainda hoje, uma força inspiradora que nos dá e nos dará a arte. Também hoje existem sobretudo esculturas belíssimas, demonstrando que a fecundidade da fé e do Evangelho não se apagou; inclusive hoje há composições musicais... Parece-me que se pode sublinhar uma situação, digamos, contraditória da arte, uma situação também um pouco desesperada da arte. Também hoje a Igreja inspira, porque a fé e a Palavra de Deus são inesgotáveis. E isto infunde coragem em todos nós”.
Ir a Roma é conhecer os principais vestígios da história da Igreja que se conservam na Cidade Eterna. Na esteira dos passos de São Josemaria, Fundador do Opus Dei, é possível, recorrendo aos seus ensinamentos, extrair todo o fruto possível dos percursos.
Para um cristão, que goza da luz da fé, Roma não é apenas uma cidade de grande interesse artístico ou histórico, mas muito mais: é a sua Casa, um regresso às origens, o cenário de uma história maravilhosa — a do Amor infinito de Deus que quer chegar a toda a humanidade — que será sempre atual e que nos interpela especialmente no início do terceiro milênio, quando todos os filhos da Igreja têm pela frente o desafio da nova evangelização.
Alguns exemplos
Maria, Salus Populi Romani
O ícone da Capela Paulina da Basílica Liberiana representa Maria, Protetora do Povo Romano. Desde o século XV é tido como milagroso. Alguns especialistas o datam entre os séculos VIII e XIII. Maria exibe o Menino Deus em seu colo: este tipo de imagem classifica-se em iconografia como “hodegetria” (“guia do caminho”).
Conta se que o Papa Libério (352-366) teria levado para a Basílica o quadro trazido a Roma por Santa Helena e, até então, venerado no oratório pontifício. A lenda diz ser uma das imagens de Maria pintada por São Lucas ao vivo na casa de São João. Seu caráter milagroso vem da história de uma praga que atacou o povo romano durante o pontificado de São Gregório Magno (590-604). Depois de rezar ardorosamente à Virgem Maria, o Papa levou sua imagem em procissão pelas ruas durante a manhã de Páscoa. Ao chegar ao mausoléu de Adriano, atual Castel Sant’Angelo, um coro de anjos foi ouvido cantando o Regina cœli. São Gregório acrescentou: Ora pro nobis Deum. Alleluia! Em seguida, viu São Miguel sobre o mausoléu guardando a espada da vingança que pesava sobre a cidade. Piazza Spagna
Na Piazza Spagna fica a Coluna da Imaculada, erigida em 1857 para honrar o dogma da Imaculada Conceição de Maria, proclamado pelo Bem-aventurado Pio IX três anos antes. Quatro figuras na base da coluna profetizam a glória da Mãe de Deus: Moisés, Davi, Isaías e Ezequiel.
O jubileu de 1725 foi convocado e celebrado por Bento XIII. Para essa ocasião, foi construída na Piazza Spagna a Escalinata de Trinità dei Monti, com cinco rampas de 12 degraus cada uma, realizada por Francesco de Sanctis. É a obra de maior importância arquitetônica do século XVIII em Roma. Diante da Escalinata encontra-se uma barca da qual saem sete fontes, representando os sete Sacramentos da Igreja. Imemorial Basílica Menor de
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Cárcere Mamertino
O chamado Cárcere Mamertino ou Tullianum é o mais antigo de Roma. Foi construíd sob Sérvio Túlio no século II aC.
Muitos são os personagens ilustres que ali foram detinos ou perderam a vida por estrangulamento ou decaptação; por exemplo, Lentulo e Cetego, companheiros de Catilina (60 aC), ou Vercingetorix, rei da Gália (46 aC). São Silvestre I o converteu no século IV em igreja. Segundo a tradição, São Pedro e São Paulo fizeram nascer milagrosamente uma fonte no seu interior, conseguindo converter os carcereiros Processo e Martiniano, que por sua vez também se tornaram mártires. Imemorial Basílica Menor de
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