A opinião dos pais
As relações familiares são de uma dinâmica peculiar. No decorrer de nosso desenvolvimento terminamos por experimentar vários papéis. Fomos criança, adolescentes, tios, pais e finalmente avô, bisavô etc. O fato de termos passado pela fase em que se encontram nossos filhos, não significa que estamos de fato preparados para desempenhar razoavelmente o papel seguinte.
Lemos, vivemos e ouvimos histórias de nossos amigos. Traçamos em nossa cabeça a trajetória ideal para que nosso filho adquira a mais rica e virtuosa experiência de vida e que queira e seja capaz de alçar voos audaciosos.
Mas os nossos filhos percorrem caminhos desconhecidos por nós, levados pelo ambiente que frequentam, muitas vezes permissivo, e pelos amigos que fazem, muitas, muitas vezes não tão amigos. A vivência que tivemos não será a mesma de nosso filho, mesmo que queiramos e tentemos, é impossível controlar as fronteiras das situações que eles estarão experimentando.
Para complicar a situação, nosso prestígio com os adolescentes entra em plena descendente, que tende a se recuperar à medida que alcançam a idade adulta.
Que frustração nos dá quando visualizamos o caminho que estão traçando, e nada podemos fazer, seja pelo motivo da influência do ambiente e das más amizades terem uma força muito maior da que enfrentamos quando éramos adolescentes, seja porque não nos ouvem por acharem nossas opiniões pré-históricas.
A experiência de ter filhos frequentando os Centros Universitários é excelente. Normalmente as amizades se formam entre grupos que desempenham atividades comuns. Pois no Centro as atividades são desenvolvidas agregando pessoas de vivências distintas, o que propicia que nosso filho faça amizade com jovens de diversas idades. Poderá, ele próprio, a vir a ser um formador de outras pessoas, o que provoca o amadurecimento que tanto buscamos em nossos filhos, ou que ele se mire no exemplo de pessoas que buscam delinear o próprio caráter e crescer em virtudes.
Todos os outros benefícios são visíveis, como por exemplo, a oportunidade de se desenvolver academicamente, de adquirir cultura ou de receber formação espiritual. Na minha visão, o principal benefício é o convívio e amizade com pessoas que procuram planejar o próprio caminho, que são coerentes a este plano em todos os ambientes que frequentam, e que buscam, antes de tudo, pasmem, o melhor para os demais.
Tenho um filho de 20 anos, uma filha de 19 e um filho de 17 que frequentam de uma forma ou de outra, retiros, convívio e recolhimentos organizados nos Centros Universitários. Os outros três filhos, na faixa dos 11 aos 15 anos, estão se desenvolvendo no convívio e na amizade com outros jovens nos clubes familiares, que estabelecem já algum contato com os Centros Universitários.
Isto torna meus filhos imunes? De forma alguma. Há muitas questões que nossos filhos nos trazem e situações que vivenciam, que desgostam a mim e a minha esposa. A nosso favor está o fato deles perceberem não serem, tais situações, comum nos jovens que frequentam os Centros. É uma luta que eles próprios travam dentro de si. Se seguirmos sendo pais atentos e bem intencionados, e nossos filhos tiverem oportunidade de travar contato com outros jovens que têm personalidade no ambiente do mundo atual, muitas vezes permissivo, torcemos e rezamos que sejam vitoriosos nessa luta, e que tenham a oportunidade de se desenvolver em todos os sentidos, como ser humano completo e realizado.
André Pessôa
O Centro Cultural e Universitário de Botafogo é um lugar essencial para a boa formação de jovens, proporcionando um excelente ambiente de estudo e de formação humana integral. Chama bastante a atenção o ambiente
descontraído e alegre das salas de estudo, a seriedade e o altíssimo nível profissional com que as diversas atividades como palestras, estudo, lazer e orientação pessoal e profissional são organizadas, divulgadas e conduzidas. Percebe-se também o clima de amizade saudável e sincero entre os frequentadores do Centro, o que, nos dias de hoje, é um aspecto extremamente positivo.
Não hesitaria um só instante em recomendar o Centro Cultural, o bem que este e outros Centros fazem à sociedade, a todo jovem que deseje formar-se e fazer diferença. Um outro aspecto importante: Aos que assim desejarem, com toda a liberdade, o Centro Cultural oferece orientação espiritual cristã a cargo do Opus Dei. Posso atestar que essa formação sólida e séria, auxilia os cristãos a viver de modo mais profundo e decidido a fé católica, amando as realidades cotidianas que os cercam, sejam quais forem, fáceis ou difíceis, sem extremismos e preconceitos, de um modo otimista e maduro.
Antônio Carlos Laus é Engenheiro Químico, Supervisor de Engenharia da PROMON.
Ainda em 2002, entramos em contato com o Centro Cultural Icaraí, do Opus Dei, em Niterói, por força de um convite que meu filho mais novo, Alexandre Madruga, recebera como aluno do Colégio Salesiano, para participar de um projeto de iniciação científica, em nível de ensino médio. Os projetos estavam normalmente associados, em sua maioria, a propostas científicas em física, química, biologia e engenharias. |

