Três desafios do Papa Bento XVI 05/15/2009
![]() Três desafios trazidos pelas peculiares circunstâncias históricas da Igreja e do mundo evidenciam a personalidade e a categoria teológica de Bento XVI, que o assemelham, em certo sentido, aos Padres da Igreja. Estas figuras decisivas nos primeiros séculos do cristianismo viveram a sua época com especial clarividência doutrinal e um profundo senso de responsabilidade pastoral. Bento XVI assumiu o sumo pontificado num momento delicado, em que se cruzam três problemas relevantes: a) A chamada "crise pós-conciliar": uma situação paradoxal que se vive na Igreja desde 1965. Ao mesmo tempo que o o Concílio Vaticano II trouxe luzes espetaculares para a Igreja e o mundo, abriu-se um período dramático de ofuscamento e de confusão em muitos setores eclesiásticos. O Papa tem sido constante em afirmar a íntima harmonia entre a fidelidade às exigências da verdadeira tradição e as exigências de evangelização da moderna sociedade cientificista e agnóstica. b) A ditadura do relativismo: decadência racional e moral do agnosticismo e do relativismo imperantes hoje em determinados setores culturais e políticos, que representa uma ameaça de perversão cultural e antropológica, mais ainda porque no terreno político e legislativo encontra o apoio do absoluto positivismo jurídico, renegador da realidade sobre a natureza da pessoa humana, que se quer negar que seja um conceito e um valor de caráter universal. Bento XVI afirma que uma democracia sem valores se transforma em relativismo, em uma perda da própria identidade, e a longo prazo pode degenerar em totalitarismo aberto ou insidioso. Por isso, repropõe a Cristo como medida do verdadeiro humanismo, resgata o sadio conceito de laicidade que respeita a dignidade natural da pessoa humana e seus direitos universais. Não se trata de um problema político de esquerda ou de direita, mas de um problema humano de grande espessura cultural e moral e, portanto, social. c) O diálogo entre fé e razão: o Papa sublinha que o Deus da fé cristã não é uma realidade inacessível; ao contrário, o Deus da Bíblia ama o homem, entra em nossa história, no espaço e no tempo. É extraordinariamente importante como o Papa estimula o homem moderno para que tenha mais confiança em sua razão. CommentsLeave a Reply |






