
A origem histórica do desenvolvimento do narcotráfico no Rio de Janeiro data da década de 1970, quando a cocaína passou a ser bastante usada na cidade maravilhosa. Além disso, o comércio do jogo do bicho, vigente na cidade desde 1892 e com uma poderosa estrutura de relacionamentos sociais acrescida de corrupção e suborno de autoridades, ofereceu aos narcotraficantes sua rede de contatos em troca da participação dos vultosos lucros da nova “economia”.
Isso gerou, aliado a outros inúmeros fatores, um aumento estrondoso da violência no Rio de Janeiro. Para se ter uma idéia, num período de seis anos (1985 a 1991), houve 70.062 homicídios no município, enquanto que nos sete anos da Guerra do Vietnã foram mortos 56 mil americanos.
Diante desse problema assustadoramente crescente, são propostas cinco soluções, que, embora não sejam excluentes, será difícil para um governo priorizá-las simultaneamente. Assim, qual delas é a melhor e mais urgente?
1ª Combate aos consumidores. Existe violência, porque a atividade é muito rentável e possui uma clientela extensa e fiel.
2ª Combate em campo aberto. Por que não uma presença constante da polícia nos morros e do exército nas ruas? Não se combate a bandidagem com beijos e rosas, mas com balas e muita pólvora!
3ª Combate a lavagem de dinheiro. A polícia combate dando tiros, mas isso não afeta em nada a engrenagem financeira que passa por bancos e sustenta o fornecimento de drogas e armas.
4ª Combate a corrupção na política. Enquanto houver desvio de verbas e sobrar amadorismo nas propostas políticas, o Estado não fará mais do que “cócegas” no crime organizado.
5ª Combate a imoralidade. A violência é fruto da falta de educação e de sentido da vida. A criminalidade reflete uma sociedade mergulhada numa crise de valores sem precedentes.
Debate conduzido por Alexandre Madruga





