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<channel><title><![CDATA[Centro Cultural e Universit&aacute;rio de Botafogo - Blog antigo]]></title><link><![CDATA[http://www.ccub.org.br/blog-antigo.html]]></link><description><![CDATA[Blog antigo]]></description><pubDate>Tue, 15 May 2012 06:18:34 -0300</pubDate><generator>Weebly</generator><item><title><![CDATA[A ética da substituição]]></title><link><![CDATA[http://www.ccub.org.br/1/post/2012/01/a-tica-da-substituio.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.ccub.org.br/1/post/2012/01/a-tica-da-substituio.html#comments]]></comments><pubDate>Fri, 06 Jan 2012 14:55:26 -0300</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.ccub.org.br/1/post/2012/01/a-tica-da-substituio.html</guid><description><![CDATA[  [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<span class='imgPusher' style='float:left;height:0px'></span><span style=' float: left; z-index: 10; position: relative; ;clear:left;margin-top:0px;*margin-top:0px'><a><img src="http://www.ccub.org.br/uploads/1/3/4/5/1345009/3151873.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span> <div  class="paragraph editable-text" style=" text-align: left; display: block; ">A&nbsp;ci&ecirc;ncia da nutri&ccedil;&atilde;o &eacute; hoje uma das atividades que mais ganha espa&ccedil;o e prest&iacute;gio&nbsp;no meio acad&ecirc;mico e profissional. O papel do nutricionista &eacute; cada vez mais <br> valorizado ao orientar nossos h&aacute;bitos alimentares, ajudando-nos a priorizar os <br> aspectos da alimenta&ccedil;&atilde;o que s&atilde;o realmente importantes, levando-se em&nbsp;considera&ccedil;&atilde;o as caracter&iacute;sticas e necessidades de cada pessoa. Sabe-se que a <br> obesidade &eacute; muitas vezes consequ&ecirc;ncia de v&aacute;rios fatores associados, inclusive de&nbsp;desequil&iacute;brios nutricionais, ou seja, excessos e car&ecirc;ncias de nutrientes e,&nbsp;portanto, jamais ser&aacute; resolvida unicamente pela simples restri&ccedil;&atilde;o na ingest&atilde;o de&nbsp;calorias. Mais do que n&atilde;o comer, essa ci&ecirc;ncia tem descoberto que o que realmente importa &eacute; comer inteligentemente, evitando, por exemplo, misturar carboidratos&nbsp;com prote&iacute;nas e alimentando-se de forma mais espa&ccedil;ada ao longo do dia.<br><span></span><br>Entretanto,&nbsp;por mais que a ci&ecirc;ncia alimentar avance na parte te&oacute;rica, a dificuldade para&nbsp;depois colocar em pr&aacute;tica essas orienta&ccedil;&otilde;es nutricionais &eacute; enorme, ainda mais se&nbsp;ampliada pela press&atilde;o cultural. Efetivamente, muitos h&aacute;bitos alimentares&nbsp;sabidamente nocivos para a sa&uacute;de &ndash; relacionados a fast food, churrascarias,&nbsp;rod&iacute;zios de massas/ pizzas, sorveterias requintadas, excessos nas sobremesas, <br> refrigerantes nas refei&ccedil;&otilde;es, entre outros &ndash; s&atilde;o estimulados pelas ind&uacute;strias do&nbsp;setor, as quais, por meio de experientes t&eacute;cnicas de marketing a servi&ccedil;o de suas&nbsp;&acirc;nsias capitalistas, destroem prop&oacute;sitos bem intencionados de mudan&ccedil;as de&nbsp;h&aacute;bitos alimentares. Em geral, a fraqueza humana cede rapidamente &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o&nbsp;de prazeres f&aacute;ceis, ainda que sejam inconvenientes.<br><br><span></span>Essa&nbsp;mesma dial&eacute;tica pode ser ampliada para muitos outros prazeres humanos, como o sexual, o da divers&atilde;o, o da vaidade, o do conforto, o de poder. Vejamos alguns&nbsp;exemplos. &Eacute; cada vez mais comum descobrir patologias ligadas ao sexo desvairado, mas o homem pouco tem perseverado em sua pr&aacute;tica respons&aacute;vel. A psicologia&nbsp;infantil tem denunciado consequ&ecirc;ncias nocivas para o ensino-aprendizagem devido <br> ao excesso de horas de tev&ecirc; e de internet, mas muitos pais preferem deixar as&nbsp;crian&ccedil;as divertindo-se sem controle nesses ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o. Portanto&nbsp;parece que, apesar da ci&ecirc;ncia continuar avan&ccedil;ando na descoberta da verdade sobre o homem, este n&atilde;o consegue progredir na mesma propor&ccedil;&atilde;o do ponto de vista &eacute;tico. <br> Qual seriam as causas dessas incoer&ecirc;ncias?<br><span></span><br>Acredito que a resposta para essa indaga&ccedil;&atilde;o esteja na ci&ecirc;ncia &eacute;tica, que aponta a&nbsp;diferen&ccedil;a entre a raz&atilde;o te&oacute;rica (abstrata) e a raz&atilde;o pr&aacute;tica. A primeira&nbsp;potencializa a intelig&ecirc;ncia para a descoberta dos princ&iacute;pios vitais que nascem das finalidades das a&ccedil;&otilde;es &ndash; por exemplo, &eacute; bom ser s&oacute;brio &ndash; enquanto que a raz&atilde;o&nbsp;pr&aacute;tica, apoiada nesses princ&iacute;pios, vai julgar e decidir a conveni&ecirc;ncia das a&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas concretas que levar&atilde;o a alcan&ccedil;ar tais fins. Seguindo com o&nbsp;exemplo anterior, ela verificar&aacute; se, em determinada circunst&acirc;ncia, tal pessoa <br> dever&aacute;/poder&aacute; tomar ou n&atilde;o certa bebida alco&oacute;lica para se manter s&oacute;bria tendo em&nbsp;vista os outros e ela mesma. Essa virtude intelectual &ndash; a qualidade que facilita agir sempre dessa forma &ndash; &eacute; chamada de prud&ecirc;ncia. Mas existe ainda um terceiro movimento interior na din&acirc;mica das virtudes. N&atilde;o basta uma pessoa querer ser&nbsp;s&oacute;brio (inten&ccedil;&atilde;o) e identificar os meios para s&ecirc;-lo (meios pr&aacute;ticos concretos <br> para alcan&ccedil;ar a virtude) se depois n&atilde;o &eacute; capaz de renunciar &agrave;quilo que lhe&nbsp;resulta atrativo, mas que dificulta a sobriedade: essa &eacute; a virtude moral da temperan&ccedil;a.<br><span></span><br> Infelizmente, a palavra &ldquo;ren&uacute;ncia&rdquo; parece ser hoje uma palavra proibida. As pessoas t&ecirc;m uma&nbsp;impress&atilde;o subjetiva, mas errada, de que, ao renunciar a alguma coisa prazerosa,&nbsp;algo lhes rouba sua pr&oacute;pria liberdade. Entretanto, muitas vezes essas pessoas n&atilde;o percebem que todas as boas escolhas trazem como consequ&ecirc;ncia uma ren&uacute;ncia a&nbsp;outras alternativas, que tamb&eacute;m eram prazerosas, mas cuja ren&uacute;ncia depois se percebe que valeu a pena. O segredo est&aacute; em aprender a escolher aquilo que &eacute; realmente mais prazeroso e duradouro.<br><span></span><br>Sou&nbsp;da opini&atilde;o de que, diante de um mundo hedonista/materialista, no qual reina a &eacute;tica do prazer sens&iacute;vel como ilus&atilde;o de felicidade, nunca foi t&atilde;o importante valorizar a educa&ccedil;&atilde;o da temperan&ccedil;a, tanto na inf&acirc;ncia quanto nas demais idades.&nbsp;O fil&oacute;sofo alem&atilde;o Rhonheimer a define como &ldquo;o aperfei&ccedil;oamento do apetite concupisc&iacute;vel (aquele que inclina ao prazer), fazendo com que esse apetite&nbsp;dirija os sentidos (olhos, paladar, tato...) a valorizar o que &eacute; realmente mais&nbsp;prazeroso, n&atilde;o permitindo que o homem seja enganado por eles&rdquo;. &Eacute; interessante <br> essa defini&ccedil;&atilde;o, porque a &ecirc;nfase n&atilde;o &eacute; posta tanto na nega&ccedil;&atilde;o, na ren&uacute;ncia ao&nbsp;prazer, mas no aperfei&ccedil;oamento do apetite para o prazer material correto.&nbsp;Voltando a nosso exemplo inicial, a melhor maneira de evitar a obesidade e os&nbsp;problemas nutricionais est&aacute; em aprender desde cedo a &ldquo;comer inteligentemente&rdquo; e&nbsp;a n&atilde;o ser enganado pelo mero bem aparente. Chamo esse exerc&iacute;cio de &eacute;tica da&nbsp;substitui&ccedil;&atilde;o. Por isso, uma boa m&atilde;e deve aplic&aacute;-la ajudando o filho a descobrir que &eacute; muito mais prazeroso brincar com os amigos na rua/playground do que ficar brincando comodamente no computador; uma boa professora precisa orientar seus&nbsp;alunos a experimentar a alegria de produzir e apresentar um trabalho escolar bem feito e demonstrar que vale muito mais a pena do que ficar deitado no quarto vendo tev&ecirc; por horas a fio; um bom pai deve ajudar seu pimpolho a preferir ir&nbsp;com ele ver um p&ocirc;r do sol do que ficar se escravizando na pornografia da&nbsp;internet.<br><span></span><br> Como&nbsp;vemos, a &eacute;tica da substitui&ccedil;&atilde;o est&aacute; muito longe da &eacute;tica da repress&atilde;o, da&nbsp;sublima&ccedil;&atilde;o (Freud), da neurose. Pelo contr&aacute;rio, &eacute; a &eacute;tica da afirma&ccedil;&atilde;o! Desejo&nbsp;neste artigo que todos os educadores busquem os mesmos ideais de muitos bons&nbsp;nutricionistas atuais, de forma a orientar a raz&atilde;o pr&aacute;tica de suas crian&ccedil;as a&nbsp;preferir claramente um bom &ldquo;fil&eacute; mignon&rdquo; a montanhas insubstanciais de &ldquo;algod&atilde;o&nbsp;doce&rdquo;. Tenho a certeza de que essa press&atilde;o interna que gera a virtude far&aacute; com&nbsp;que, aos poucos, mudemos a press&atilde;o cultural.<br><span></span><br><span></span><font size="2">Artigo publicado por Jo&atilde;o Malheiro na </font><a title="" href="http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?tl=1&amp;id=1209965&amp;tit=A-etica-da-substituicao" target="_blank"><font size="2">Gazeta do Povo a 6/1/12</font></a><font size="2">.</font></div> <hr  style=" clear: both; visibility: hidden; width: 100%; "></hr>  ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Educação e saúde mental]]></title><link><![CDATA[http://www.ccub.org.br/1/post/2011/12/educao-e-sade-mental.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.ccub.org.br/1/post/2011/12/educao-e-sade-mental.html#comments]]></comments><pubDate>Fri, 23 Dec 2011 20:11:24 -0300</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.ccub.org.br/1/post/2011/12/educao-e-sade-mental.html</guid><description><![CDATA[  [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<span class='imgPusher' style='float:left;height:0px'></span><span style=' float: left; z-index: 10; position: relative; ;clear:left;margin-top:0px;*margin-top:0px'><a><img src="http://www.ccub.org.br/uploads/1/3/4/5/1345009/2240421.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span> <div  class="paragraph editable-text" style=" text-align: left; display: block; ">Numa&nbsp;sociedade que disp&otilde;e de um sistema de valores, a sa&uacute;de f&iacute;sica e mental de seus <br /> cidad&atilde;os est&aacute; significativamente bem mais protegida, porque se tem a sabedoria&nbsp;do bem e do mal.<br /><br />&Eacute;&nbsp;comum ouvir dizer entre educadores e psic&oacute;logos que a juventude do s&eacute;culo 21 <br /> ser&aacute; muito diferente das gera&ccedil;&otilde;es anteriores. O fato de j&aacute; nascer&ldquo;conectada&rdquo; &agrave; <br /> rede mundial parece determinar transforma&ccedil;&otilde;es humanas e sociais ainda&nbsp;imprevis&iacute;veis. A revolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica oferece vantagens de comunica&ccedil;&atilde;o e de <br /> informa&ccedil;&atilde;o que proporcionam &agrave; crian&ccedil;a vis&atilde;o de mundo globalizada, op&ccedil;&otilde;es de prazer e de lazer muito r&aacute;pidas e formas de relacionamento mais din&acirc;micas. &Eacute; evidente que a carga de informa&ccedil;&atilde;o que ela pode receber diariamente nem sempre contribuir&aacute; para a sua forma&ccedil;&atilde;o e sabedoria, pois sua capacidade de aquisi&ccedil;&atilde;o e reten&ccedil;&atilde;o do conhecimento n&atilde;o se modificou com o crescimento da tecnologia. Ao&nbsp;contr&aacute;rio do que acontece no campo das ci&ecirc;ncias experimentais, no &acirc;mbito da&nbsp;educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o h&aacute; possibilidade de semelhante ac&uacute;mulo de conhecimento, pois a capacidade do homem de aprender come&ccedil;a sempre do b&aacute;sico e cada pessoa e cada gera&ccedil;&atilde;o dever&atilde;o aprender pessoalmente os conte&uacute;dos das diversas ci&ecirc;ncias por&nbsp;meio do processo educacional. Igualmente no campo da moral, os valores do passado que nos chegam pela tradi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o podem ser herdados geneticamente, mas&nbsp;t&ecirc;m de ser assumidos e renovados atrav&eacute;s de uma op&ccedil;&atilde;o livre e pessoal, o que&nbsp;exige um esfor&ccedil;o redobrado.<br /><span></span><br />Outro&nbsp;aspecto que merece destaque s&atilde;o as mudan&ccedil;as no &acirc;mbito familiar. Diversos motivos&nbsp;sociais, econ&ocirc;micos e filos&oacute;ficos foram pressionando os respons&aacute;veis pela&nbsp;educa&ccedil;&atilde;o a se afastarem de seus deveres formativos e a delegarem essa tarefa a&nbsp;outras entidades. Infelizmente, essa transfer&ecirc;ncia da responsabilidade para&nbsp;terceiros n&atilde;o costuma ser muito eficiente. Dificilmente uma crian&ccedil;a desenvolve <br /> uma virtude e acredita num valor moral que aprendeu na escola quando essa&nbsp;forma&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ecoa habitualmente na pr&oacute;pria fam&iacute;lia. Nesse momento, os&nbsp;fundamentos &eacute;ticos costumam ser abalados, e surgem confus&otilde;es no exerc&iacute;cio da&nbsp;liberdade, que trazem sempre transtornos f&iacute;sicos, ps&iacute;quicos e&nbsp;morais.<br /><br /><span></span>O resultado dessas duas mudan&ccedil;as mais profundas &ndash; tecnologia e fam&iacute;lia &ndash; podem&nbsp;estar produzindo grandes alatera&ccedil;&otilde;es afetivas e comportamentais nas novas&nbsp;gera&ccedil;&otilde;es.<br /><span></span><br />Sup&otilde;e-se&nbsp;que os inputs sensitivos que uma crian&ccedil;a recebe hoje s&atilde;o mais intensos e&nbsp;frequentes que outrora no passado. Se isso se comprova, parece l&oacute;gico que ela&nbsp;precisa de muito mais cuidados e aten&ccedil;&otilde;es do que antes. Ora, a crian&ccedil;a sempre&nbsp;foi dependente de um adulto para orientar sua afetividade desenfreada, j&aacute; que&nbsp;esta n&atilde;o goza de racionalidade. Assim, seria de se esperar que, agora, ela necessitasse de muito mais apoio da fam&iacute;lia. Entretanto essa rela&ccedil;&atilde;o, ao inv&eacute;s&nbsp;de ter crescido de forma proporcional, parece que caminhou no sentido inverso:&nbsp;quanto mais inputs sensitivos foram sendo provocados na afetividade da crian&ccedil;a,&nbsp;menos a orienta&ccedil;&atilde;o familiar se fez presente.<br /><br />O que&nbsp;se tem evidenciado em tantos estudos &eacute; que a omiss&atilde;o familiar tem sido&nbsp;substitu&iacute;da pela (des)orienta&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. Na medida em que os&nbsp;modelos apresentados na tev&ecirc; ou na internet, em ambientes de entretenimento como&nbsp;novelas, seriados e filmes, s&atilde;o de consumismo, infidelidade, sexo f&aacute;cil e&nbsp;promiscuidade, a crian&ccedil;a e o adolescente foram associando felicidade &agrave; conduta&nbsp;errada apresentada, transformando aquela postura anti&eacute;tica em est&iacute;mulo a <br /> imitar.<br /><br />Diante&nbsp;dessa realidade, vale indagar se esses novos comportamentos apresentados pelos&nbsp;jovens estar&atilde;o afetando o desenvolvimento correto da sua afetividade. Ser&aacute; que&nbsp;n&atilde;o h&aacute; alguma rela&ccedil;&atilde;o entre essa exagerada carga sensitiva que os jovens est&atilde;o&nbsp;recebendo e os desajustes ps&iacute;quicos cada vez mais comuns entre eles: depress&atilde;o, <br /> solid&atilde;o, timidez, diversas s&iacute;ndromes, inseguran&ccedil;a,&nbsp;imaturidade?<br /><br />Numa&nbsp;sociedade que disp&otilde;e de um sistema de valores, a sa&uacute;de f&iacute;sica e mental de seus&nbsp;cidad&atilde;os est&aacute; significativamente bem mais protegida, porque se tem a sabedoria&nbsp;do bem e do mal. Por outro lado, se o que reina &eacute; a dilui&ccedil;&atilde;o dos valores ou sua&nbsp;tergiversa&ccedil;&atilde;o, &eacute; poss&iacute;vel que essa desordem moral cause desordens de outros&nbsp;&acirc;mbitos, como doen&ccedil;as mentais de forma cada vez mais precoce.<br /><br />Nessa&nbsp;mesma dire&ccedil;&atilde;o est&atilde;o indo os recentes estudos da psicologia positiva. Os m&eacute;dicos&nbsp;est&atilde;o descobrindo que &eacute; melhor potencializar o aprendizado das virtudes &eacute;ticas&nbsp;como forma de prevenir algumas enfermidades e retardar a morte nas pessoas mais&nbsp;velhas. As investiga&ccedil;&otilde;es dos &uacute;ltimos dez anos asseguram que os benef&iacute;cios <br /> psicol&oacute;gicos e de sa&uacute;de f&iacute;sica s&atilde;o muito maiores numa vida cheia de sentido e&nbsp;com finalidades transcendentes, do que a que deriva de uma felicidade meramente&nbsp;material e voltada para si.<br /><span></span><br /> Concluo&nbsp;que os pais deveriam estar n&atilde;o s&oacute; preocupados com a prote&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica de seus&nbsp;filhos, mas tentar enxergar novos &acirc;mbitos nesses cuidados, que quando se&nbsp;descuidam s&atilde;o muito mais dolorosos.<br /><span></span><br /><span></span><font size="1">Artigo publicado por Jo&atilde;o Malheiro na </font><a href="http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?tl=1&amp;id=1204506&amp;tit=Educacao-e-saude-mental" target="_blank"><font size="1">Gazeta do Povo a 18/12/11</font></a><font size="1">.</font></div> <hr  style=" clear: both; visibility: hidden; width: 100%; "></hr>  ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Toda criança pode aprender]]></title><link><![CDATA[http://www.ccub.org.br/1/post/2011/10/toda-criana-pode-aprender.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.ccub.org.br/1/post/2011/10/toda-criana-pode-aprender.html#comments]]></comments><pubDate>Sat, 22 Oct 2011 11:53:36 -0300</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.ccub.org.br/1/post/2011/10/toda-criana-pode-aprender.html</guid><description><![CDATA[  [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<span class='imgPusher' style='float:left;height:0px'></span><span style=' float: left; z-index: 10; position: relative; ;clear:left;margin-top:0px;*margin-top:0px'><a><img src="http://www.ccub.org.br/uploads/1/3/4/5/1345009/9427456.png?211" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span> <div  class="paragraph editable-text" style=" display: block; ">Na famosa obra de Paulo Freire Pedagogia do Oprimido, o educador afirma que um dos&nbsp;pilares que devem nortear a comunica&ccedil;&atilde;o educador-educando &eacute; a f&eacute; nos homens: &ldquo;F&eacute;&nbsp;no seu poder de fazer e de refazer. De criar e recriar. F&eacute; na sua voca&ccedil;&atilde;o de ser mais, que n&atilde;o &eacute; privil&eacute;gio de alguns eleitos, mas direito dos homens&rdquo;.<br /><br /><span></span>Alinhando-me com o pensamento do pensador pernambucano, sou da opini&atilde;o de que esse &eacute; um dos fatores fundamentais para discernir a verdadeira voca&ccedil;&atilde;o de educador. Quem n&atilde;o acredita que qualquer crian&ccedil;a pode aprender,&nbsp;independentemente de suas condi&ccedil;&otilde;es sociais, econ&ocirc;micas e culturais, &eacute; melhor que procure outro caminho de autorrealiza&ccedil;&atilde;o profissional. Evidentemente, podem existir fatores inibidores da aprendizagem, mas, se a f&eacute; na capacidade do aluno for mais forte que esses inimigos educacionais, sempre ser&aacute; poss&iacute;vel encontrar alternativas otimistas que os superem.<br /><span></span><br />Podemos dividir os inibidores que podem afetar o processo de aprendizagem em dois grupos: os de ordem macroestrutural e os de ordem psicopedag&oacute;gica. Os primeiros podem ser um sistema escolar inadequado ao alunado; a aus&ecirc;ncia da boa autoridade do diretor e da autonomia escolar; a omiss&atilde;o dos pais na educa&ccedil;&atilde;o; disparidades&nbsp;entre as idades dos estudantes e os anos escolares; poucas perspectivas de vida&nbsp;dos alunos. J&aacute; os complicadores da aprendizagem de ordem psicopedag&oacute;gica se&nbsp;encontram em poss&iacute;veis defici&ecirc;ncias, tanto por parte dos professores quanto dos&nbsp;alunos, nas tr&ecirc;s fases do processo de aprendizagem: aquisi&ccedil;&atilde;o, reten&ccedil;&atilde;o e&nbsp;generaliza&ccedil;&atilde;o do conhecimento.<br /><span></span><br />Os inibidores do primeiro grupo s&atilde;o, com frequ&ecirc;ncia, respons&aacute;veis pelo fracasso na aprendizagem em um grau muito maior do que os do segundo grupo, e s&atilde;o as&nbsp;principais fontes do des&acirc;nimo do corpo docente. Mas perguntemo-nos: o professor&nbsp;ue vibra de verdade com a miss&atilde;o de educar e que tem f&eacute; na capacidade de todos&nbsp;os alunos de aprender, n&atilde;o poder&aacute; suplantar, pelo menos em parte, essas dificuldades da educa&ccedil;&atilde;o, que s&atilde;o mais ex&oacute;genas, com alternativas mais end&oacute;genas? Sou da opini&atilde;o de que isto &eacute; poss&iacute;vel.<br /><span></span><br /><span></span>Comecemos pela aquisi&ccedil;&atilde;o do conhecimento. Obviamente, o pr&eacute;-requisito sine qua non para que haja sucesso nesta fase &eacute; o col&eacute;gio atrair um bom professor, isto &eacute;, algu&eacute;m com verdadeira voca&ccedil;&atilde;o docente. Quando esta existe, o professor, al&eacute;m de sentir a motiva&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca de aprofundar sempre mais no conte&uacute;do de sua mat&eacute;ria e de encontrar formas inovadoras de comunic&aacute;-lo, tem um olhar antropol&oacute;gico correto e profundo. Sabe enxergar cada crian&ccedil;a como &uacute;nica e irrepet&iacute;vel, com seus ritmos pr&oacute;prios, com temperamentos e afetos &uacute;nicos, com virtudes a potencializar e defeitos a vencer, contando com estrat&eacute;gias de aprendizagem personalizadas. &Eacute; muito recomend&aacute;vel que haja um recurso de comprovada efic&aacute;cia em muitas escolas de sucesso: a chamada preceptoria, atividade de acompanhamento individualizado do estudante por um tutor, em per&iacute;odos extraclasse, nos quais h&aacute; oportunidade de conversar com cada aluno em separado, ensinando-lhe os modos de estudar&nbsp;especificamente para cada mat&eacute;ria, organizar melhor seus deveres escolares, esfor&ccedil;ar-se por melhorar seu car&aacute;ter etc.<br /><span></span><br />Para potencializar a reten&ccedil;&atilde;o do conhecimento, o bom professor e o bom aluno n&atilde;o poder&atilde;o abrir m&atilde;o de duas coisas essenciais: o esfor&ccedil;o do estudo s&eacute;rio e a boa socializa&ccedil;&atilde;o. Por mais que, hoje, as possibilidades dos recursos de comunica&ccedil;&atilde;o&nbsp;e de informa&ccedil;&atilde;o sejam enormes, n&atilde;o podemos nos enganar pensando que substituir&atilde;o o homem&nbsp;&mdash; pelo menos os homens s&eacute;rios. Est&aacute; mais do que comprovado que a li&ccedil;&atilde;o de casa composta de uma lista de exerc&iacute;cios das diferentes mat&eacute;rias, de n&iacute;veis paulatinos de exig&ecirc;ncia, de leituras substanciais, de pesquisas bem orientadas, promove a reten&ccedil;&atilde;o do conhecimento em grau muito maior do que a simples&nbsp;utiliza&ccedil;&atilde;o de tecnologia.<br /><span></span><br /> Por&nbsp;fim, &eacute; preciso almejar que os alunos conquistem a terceira fase: a generaliza&ccedil;&atilde;o&nbsp;do conhecimento. Que saibam relacionar o estudo com o mundo real. Que aprendam a&nbsp;associar as mat&eacute;rias entre si e a ter uma vis&atilde;o de conjunto. Que consigam a&nbsp;interioriza&ccedil;&atilde;o dos valores e dos princ&iacute;pios que os ajudar&aacute; a tomar as decis&otilde;es&nbsp;acertadas. Como conseguir todo este bonito ideal? Com exerc&iacute;cios constantes de reflex&atilde;o e pr&aacute;ticas culturais. N&atilde;o existe nada que favore&ccedil;a tanto a aprendizagem&nbsp;como a leitura dos cl&aacute;ssicos.<br /><span></span><br /> Como&nbsp;vemos, solu&ccedil;&otilde;es existem para que toda crian&ccedil;a aprenda. O que falta, ent&atilde;o?&nbsp;Talvez f&eacute; por parte de nossos governantes. F&eacute; nos fim ou nos meios da educa&ccedil;&atilde;o?&nbsp;Opino que nos fim (aprender), porque quando este falta, nunca se quer os&nbsp;meios!<br /><span></span><br /><span><font size="1">Artigo publicado por Jo&atilde;o Malheiro na </font><a title="" href="http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?tl=1&amp;id=1182647&amp;tit=Toda-crianca-pode-aprender" target="_blank"><font size="1">Gazeta do Povo a 20/10/2011</font></a></span></div> <hr  style=" clear: both; visibility: hidden; width: 100%; "></hr>  ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Business Case Competition]]></title><link><![CDATA[http://www.ccub.org.br/1/post/2011/10/business-case-competition.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.ccub.org.br/1/post/2011/10/business-case-competition.html#comments]]></comments><pubDate>Sun, 09 Oct 2011 20:04:12 -0300</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.ccub.org.br/1/post/2011/10/business-case-competition.html</guid><description><![CDATA[       if (!window.scribd_js_loaded) { 	window.scribd_js_loaded = true; 	document.write(""); }   var scribd_doc_68116569 = scribd.Document.getDoc(68116569, "key-19eyyhcullnkt2xqq1ha"); scribd_doc_68116569.addParam("jsapi_version", 1); scribd_doc_68116569.addPar [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div >     <div id="doc_68116569" style="padding:20px 0"></div> <script type="text/javascript"> if (!window.scribd_js_loaded) { 	window.scribd_js_loaded = true; 	document.write("<script type=\"text/javascript\" src=\"http://www.scribd.com/javascripts/view.js\"></scr"+"ipt>"); } </script> <script type="text/javascript"> var scribd_doc_68116569 = scribd.Document.getDoc(68116569, "key-19eyyhcullnkt2xqq1ha"); scribd_doc_68116569.addParam("jsapi_version", 1); scribd_doc_68116569.addParam("height", 500); scribd_doc_68116569.write("doc_68116569"); </script> </div>  <div ><div style="margin: 10px 0 0 -10px"> <a href="http://www.ccub.org.br/uploads/1/3/4/5/1345009/bcc.pdf"><img src="http://www.weebly.com/weebly/images/file_icons/pdf.png" width="36" height="36" style="float: left; position: relative; left: 0px; top: 0px; margin: 0 15px 15px 0; border: 0;" /></a><div style="float: left; text-align: left; position: relative;"><table style="font-size: 12px; font-family: tahoma; line-height: .9;"><tr><td colspan="2"><b> bcc.pdf</b></td></tr><tr style="display: none;"><td>File Size:  </td><td>909 kb</td></tr><tr style="display: none;"><td>File Type:  </td><td> pdf</td></tr></table><a href="http://www.ccub.org.br/uploads/1/3/4/5/1345009/bcc.pdf" style="font-weight: bold;">Download File</a></div> </div>  <hr style="clear: both; width: 100%; visibility: hidden"></hr></div>  ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Esperança na juventude]]></title><link><![CDATA[http://www.ccub.org.br/1/post/2011/09/esperana-na-juventude.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.ccub.org.br/1/post/2011/09/esperana-na-juventude.html#comments]]></comments><pubDate>Mon, 12 Sep 2011 15:50:47 -0300</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.ccub.org.br/1/post/2011/09/esperana-na-juventude.html</guid><description><![CDATA[  [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<span class='imgPusher' style='float:left;height:0px'></span><span style=' float: left; z-index: 10; position: relative; ;clear:left;margin-top:0px;*margin-top:0px'><a><img src="http://www.ccub.org.br/uploads/1/3/4/5/1345009/935087.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span> <div  class="paragraph editable-text" style=" text-align: left; display: block; ">Precisamos em primeiro lugar, redescobrir nossa miss&atilde;o de professores como uma tarefa muito mais ampla que o mero ensino-aprendizagem de uma mat&eacute;ria espec&iacute;fica<br><br>Acabo de retornar de uma experi&ecirc;ncia in&eacute;dita que vale a pena testemunhar neste espa&ccedil;o: minha participa&ccedil;&atilde;o na Jornada Mundial da Juventude em Madri. Fui como religioso praticante, pesquisador educacional e guia tur&iacute;stico de 70 universit&aacute;rios. As sensa&ccedil;&otilde;es, percep&ccedil;&otilde;es, emo&ccedil;&otilde;es e insights foram as mais diversas, mas todas elas muito enriquecedoras e inesquec&iacute;veis. E o balan&ccedil;o final foi este: uma imensa esperan&ccedil;a nesta nova juventude que est&aacute; surgindo!<br><br>Cr&iacute;ticos dizem que este evento foi mais uma experi&ecirc;ncia religiosa sem grande profundidade, em que jovens de 170 pa&iacute;ses aproveitaram a ocasi&atilde;o para viajar, fazer turismo, divertir-se, conhecer gente e terminar suas f&eacute;rias de ver&atilde;o ou inverno. Sou da opini&atilde;o de que se tratou de muito mais do que isso: vimos uma demonstra&ccedil;&atilde;o de que a Igreja de Cristo mant&eacute;m sua pujan&ccedil;a e vitalidade, e que uma nova juventude est&aacute; surgindo em nossa aldeia global.<br><br>Enquanto contemplava aqueles 2 milh&otilde;es de jovens no aer&oacute;dromo de Cuatro Vientos, alguns dados anunciados me fizeram pensar: 1.560.000 celulares estavam ativos no momento da tempestade de s&aacute;bado &agrave; noite. 17 tendas eucar&iacute;sticas com capacidade para mil pessoas foram instaladas para a exposi&ccedil;&atilde;o do Sant&iacute;ssimo nas margens desse imenso descampado, e pude testemunhar o fluxo de jovens durante todas as horas da madrugada para rezar, num revezamento quase que combinado, enquanto os demais dormiam ao relento, em seus sacos de dormir.<br><br>Os jovens que contemplava eram de todos os cantos do mundo, mas chamou-me a aten&ccedil;&atilde;o, pelos tra&ccedil;os f&iacute;sicos e pelas bandeiras enroladas nas mochilas, que muitos eram holandeses, franceses, dinamarqueses, austr&iacute;acos, suecos, alem&atilde;es, russos, chineses... todos com muito bom aspecto!<br><br>Enquanto os &ldquo;anjos maus&rdquo; provocavam raios, chuvas e furac&otilde;es naquela noite m&aacute;gica, talvez descontentes com o que viam, meus anjos bons tamb&eacute;m o faziam, mas de forma positiva na minha mente. Um imenso clar&atilde;o relampejou: &ldquo;Est&aacute; nascendo uma nova gera&ccedil;&atilde;o de jovens!&rdquo; Jovens que est&atilde;o fartos da mentira do materialismo hedonista, de uma vida sem rumo e sem sentido, sem valores e sem &eacute;tica. Jovens que est&atilde;o descobrindo novas formas de se comunicar, entre si e com Deus, talvez enfraquecendo ou neutralizando uma m&iacute;dia muitas vezes perversa. O verdadeiro Amor &eacute; a grande motiva&ccedil;&atilde;o desses jovens, n&atilde;o os namoricos ef&ecirc;meros da balada de um s&aacute;bado &agrave; noite... Permanecer ajoelhado num ch&atilde;o inc&ocirc;modo para adorar a h&oacute;stia consagrada numa noite tempestuo&shy;&shy;sa s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel de forma livre e aut&ocirc;noma quando j&aacute; se descobriu a transcend&ecirc;ncia da vida.<br><br>Tendo em vista esse clar&atilde;o, penso que n&oacute;s professores temos de estar preparados para essa nova onda que, mais cedo ou mais tarde, chegar&aacute; ao Brasil. E o que podemos fazer? Parece-me que necessitamos refletir com calma na mensagem que o Papa deixou aos professores no El Escorial durante esta Jornada da Espanha. Seleciono o seu n&uacute;cleo principal:<br><br>&ldquo;Mas onde poder&atilde;o os jovens encontrar estes pontos de refer&ecirc;ncia numa sociedade vacilante e inst&aacute;vel? &Agrave;s vezes pensa-se que a miss&atilde;o de um professor universit&aacute;rio seja hoje, exclusivamente, a de formar profissionais competentes e eficientes que satisfa&ccedil;am as exig&ecirc;ncias laborais de cada per&iacute;odo concreto. Diz-se tamb&eacute;m que a &uacute;nica coisa que se deve privilegiar, na presente conjuntura, &eacute; a capacita&ccedil;&atilde;o meramente t&eacute;cnica. Sem d&uacute;vida, prospera na atualidade essa vis&atilde;o utilitarista da educa&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria, difundida especialmente a partir de &acirc;mbitos extrauniversit&aacute;rios. Contudo, v&oacute;s que vivestes como eu a Universidade e que a viveis agora como docentes, sentis certamente o anseio de algo mais elevado que corresponda a todas as dimens&otilde;es que constituem o homem. Como se sabe, quando a mera utilidade e o pragmatismo imediato se erigem como crit&eacute;rio principal, os danos podem ser dram&aacute;ticos: desde os abusos de uma ci&ecirc;ncia que n&atilde;o reconhece limites para al&eacute;m de si mesma, at&eacute; ao totalitarismo pol&iacute;tico que se reanima facilmente quando &eacute; eliminada toda a refer&ecirc;ncia superior ao mero c&aacute;lculo de poder. Ao inv&eacute;s, a genu&iacute;na ideia de universidade &eacute; que nos preserva precisamente desta vis&atilde;o reducionista e distorcida do humano.&rdquo;<br><br>Precisamos, portanto, em primeiro lugar, redescobrir nossa miss&atilde;o de professores como uma tarefa muito mais ampla que o mero ensino-aprendizagem de uma mat&eacute;ria espec&iacute;fica. Temos de nos conscientizar com frequ&ecirc;ncia de que esse conte&uacute;do disciplinar deve ser apenas um ve&iacute;culo para que nossos alunos alcancem algo muito mais profundo, que &eacute; a verdade sobre eles mesmos e sobre o mundo que os cerca. Quando isso &eacute; feito com sabedoria, conquista-se o fim &uacute;ltimo da educa&ccedil;&atilde;o: a posse da verdadeira liberdade, que culminar&aacute; num bom comportamento &eacute;tico. E, em segundo lugar, nos urge essa tarefa, sempre dif&iacute;cil, de encontrar tempo para uma forma&ccedil;&atilde;o continuada nesses saberes &eacute;ticos, que nem sempre, por diversos motivos, est&atilde;o muito presentes em nossos estudos. Opino que somente dessa maneira n&oacute;s professores estaremos preparados para trabalhar com a futura gera&ccedil;&atilde;o que se avizinha.<br><br><font size="1">Publicado por Jo&atilde;o Malheiro na <a href="http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?tl=1&amp;id=1168174&amp;tit=Esperanca-na-juventude" target="_blank" title="">Gazeta do Povo a 12/9/11</a></font></div> <hr  style=" clear: both; visibility: hidden; width: 100%; "></hr>  ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A boa autoridade]]></title><link><![CDATA[http://www.ccub.org.br/1/post/2011/08/a-boa-autoridade.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.ccub.org.br/1/post/2011/08/a-boa-autoridade.html#comments]]></comments><pubDate>Wed, 17 Aug 2011 12:44:05 -0300</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.ccub.org.br/1/post/2011/08/a-boa-autoridade.html</guid><description><![CDATA[  [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<span class='imgPusher' style='float:left;height:0px'></span><span style=' float: left; z-index: 10; position: relative; ;clear:left;margin-top:0px;*margin-top:0px'><a><img src="http://www.ccub.org.br/uploads/1/3/4/5/1345009/9813406.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span> <div  class="paragraph editable-text" style=" text-align: left; display: block; ">A sabedoria &eacute; a grande qualidade de quem deve mandar, fruto da ci&ecirc;ncia e da experi&ecirc;ncia. Essa &uacute;ltima n&atilde;o se origina somente dos anos de vida, mas do h&aacute;bito de refletir em cima dos problemas e de encontrar as solu&ccedil;&otilde;es verdadeiras e justas<br><br>Refletir sobre as caracter&iacute;sticas de um bom diretor de escola &eacute; um tema bastante complexo, mais ainda se analisarmos o ensino p&uacute;blico em conjunto com o particular. Na verdade, a miss&atilde;o de governar essas duas categorias de institui&ccedil;&otilde;es de ensino acaba, na pr&aacute;tica, resultando em trabalhos bastante diversos. &Eacute; sabido que as pessoas mais preparadas n&atilde;o querem ser diretores no ensino p&uacute;blico, por falta de condi&ccedil;&otilde;es m&iacute;nimas. Fatores como aus&ecirc;ncia de seguran&ccedil;a p&uacute;blica; &ldquo;desgastes&rdquo; de relacionamento em todos os &acirc;mbitos, com consequ&ecirc;ncias inclusive na sa&uacute;de; vantagens salariais irris&oacute;rias; e falta de autonomia misturada &agrave; invas&atilde;o de autoridade por parte do poder p&uacute;blico e pol&iacute;tico, s&atilde;o os que mais pesam. Portanto, aqui, vamos enfocar o ensino particular, na esperan&ccedil;a de poder contemplar o mesmo cen&aacute;rio no ensino p&uacute;blico num futuro pr&oacute;ximo. Perguntemo-nos ent&atilde;o: qual seria a principal virtude de um bom diretor de escola?<br><br>A primeira qualidade &eacute; a capacidade de merecer a confian&ccedil;a dos seus subordinados, fruto da boa autoridade. Esta, tamb&eacute;m chamada de auctoritas, &eacute; um saber publicamente reconhecido. Ela se op&otilde;e &agrave; m&aacute; autoridade, tamb&eacute;m chamada de potestas, que se caracteriza por ser apenas um poder (n&atilde;o um saber) publicamente reconhecido num cargo, mas com falta total de capacita&ccedil;&atilde;o e habilidade para o seu exerc&iacute;cio. Um bom diretor precisa ter a convic&ccedil;&atilde;o de que s&oacute; lhe obedecer&atilde;o quando tiver a boa autoridade, e n&atilde;o uma mera potestade. Esta sempre gera autoritarismo, que normalmente &eacute; um sinal de fraqueza. Quando se faz presente a autoridade verdadeira, os subalternos veem no diretor algu&eacute;m que sabe do que fala. A sabedoria &eacute; a grande qualidade de quem deve mandar, fruto da ci&ecirc;ncia e da experi&ecirc;ncia. Essa &uacute;ltima n&atilde;o se origina somente dos anos de vida, mas do h&aacute;bito de refletir em cima dos problemas e de encontrar as solu&ccedil;&otilde;es verdadeiras e justas. Quando se manda com sabedoria, nasce no mandat&aacute;rio uma atitude de respeito pela liberdade dos demais: sabe expor suas ideias e opini&otilde;es sem as impor; sabe escutar os demais; valoriza a opini&atilde;o alheia; fala bem e defende, sempre que poss&iacute;vel, sua equipe; n&atilde;o se singulariza, buscando privil&eacute;gios descabidos e injustos; &eacute; am&aacute;vel e alegre; sabe reconhecer quando erra, e retifica rapidamente, pedindo desculpas se necess&aacute;rio.<br><br>Outro aspecto fundamental para definir o perfil de um bom gestor escolar &eacute; saber governar colegialmente. Isto &eacute;, falamos do diretor que consegue estudar em conjunto com seus coordenadores e diretores pedag&oacute;gicos os diversos assuntos e decidir democraticamente; que &eacute; capaz de delegar e distribuir com equanimidade e lucidez os diversos problemas escolares que v&atilde;o emergindo na pauta; que afasta energicamente qualquer sombra de medo, mentira e vacila&ccedil;&otilde;es no ambiente escolar, porque busca antes de tudo a verdade e o bem dos alunos.<br><br>Entre todos esses assuntos que devem ser estudados colegialmente, os priorit&aacute;rios s&atilde;o o ide&aacute;rio &ndash; conjunto de valores, virtudes &eacute;ticas, princ&iacute;pios, objetivos educacionais que orientar&atilde;o todo o trabalho pedag&oacute;gico &ndash;, tamb&eacute;m chamado &ldquo;Projeto Pol&iacute;tico Pedag&oacute;gico&rdquo;; e o regimento escolar &ndash; formas concretas de assegurar um bom ambiente escolar e as suas respectivas penaliza&ccedil;&otilde;es e procedimentos. Naturalmente, na concretiza&ccedil;&atilde;o desses dois documentos norteadores da alma da escola, se o processo for realizado com respeito, buscando o consenso e, principalmente, objetivando o fim primordial da educa&ccedil;&atilde;o, que &eacute; a forma&ccedil;&atilde;o integral de pais, professores e alunos, a tarefa n&atilde;o ser&aacute; t&atilde;o conflitante como habitualmente se imagina. Quando existe uma boa din&acirc;mica de comunica&ccedil;&atilde;o e transpar&ecirc;ncia no ambiente escolar, de maneira que a maioria dos conflitos podem ser amenizados com um f&aacute;cil acesso aos diretores por parte dos professores, pais e alunos, muitos problemas de relacionamento s&atilde;o mitigados. Um di&aacute;logo respeitoso quase sempre &eacute; fonte de verdade e de fraternidade.<br><br>Poder&iacute;amos acrescentar ainda que um bom &ldquo;comandante da aeronave escolar&rdquo; &eacute; aquele que sabe fomentar a &eacute;tica do respeito. Esta gera habitualmente um di&aacute;logo amistoso e tolerante. Quando se parte, nesse di&aacute;logo, da premissa de que todos os homens querem ser felizes, fica mais f&aacute;cil criar condi&ccedil;&otilde;es para buscar as sa&iacute;das de problemas inicialmente espinhosos, ou para olhares inovadores na educa&ccedil;&atilde;o. &Eacute; importante aprender a discutir e refletir juntos, sem se deixar dominar por ideologismos, aceitando as diferen&ccedil;as. A base deste di&aacute;logo &eacute; sempre a humildade intelectual e a modera&ccedil;&atilde;o das paix&otilde;es.<br><br>Por outro lado, &eacute; fato que um bom diretor ter&aacute; de enfrentar alguns momentos dif&iacute;ceis. O &ldquo;mart&iacute;rio&rdquo; de ter de relembrar a dureza da verdade, cuidando da suavidade da forma ao falar, mas corroborado com o testemunho de uma vida coerente a esses princ&iacute;pios, sempre ser&aacute; doloroso, mas o ajudar&aacute; a recordar que sua miss&atilde;o &eacute; de servi&ccedil;o. Quando os pais escolhem uma escola, est&atilde;o confiando que a pessoa mais adequada para orientar e dirigir o seu filho &eacute; sempre o diretor. Quando essa confian&ccedil;a n&atilde;o existe, o melhor que os pais t&ecirc;m a fazer &eacute; procurar outro col&eacute;gio.<br><br><font size="2">Artigo publicado por Jo&atilde;o Malheiro na <a href="http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?tl=1&amp;id=1158018&amp;tit=A-boa-autoridade" target="_blank" title="">Gazeta do Povo a 15/8/2011</a></font></div> <hr  style=" clear: both; visibility: hidden; width: 100%; "></hr>  ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[UNIV 2012: a beleza]]></title><link><![CDATA[http://www.ccub.org.br/1/post/2011/08/univ-2012-a-beleza.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.ccub.org.br/1/post/2011/08/univ-2012-a-beleza.html#comments]]></comments><pubDate>Tue, 02 Aug 2011 14:55:51 -0300</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.ccub.org.br/1/post/2011/08/univ-2012-a-beleza.html</guid><description><![CDATA[Saiba mais aqui.      [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph editable-text" style=" text-align: left; ">Saiba mais aqui.</div>  <div > <div style="padding-top: 20px; padding-bottom: 20px;"> <object codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=9,0,0,0" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" align="middle"	height="500" width="100%" name="doc_61463327" id="doc_61463327"> <param name="movie" value="http://d.scribd.com/ScribdViewer.swf?document_id=61463327&access_key=key-1w48qusk56opr39tyz9k&page=1&version=1&viewMode=">  <param name="quality" value="high">  <param name="play" value="true">  <param name="loop" value="true">  <param name="scale" value="showall">  <param name="wmode" value="opaque">  <param name="devicefont" value="false">  <param name="bgcolor" value="#ffffff">  <param name="menu" value="true">  <param name="allowFullScreen" value="true">  <param name="allowScriptAccess" value="always">  <param name="salign" value="">  <embed name="doc_61463327" src="http://d.scribd.com/ScribdViewer.swf?document_id=61463327&access_key=key-1w48qusk56opr39tyz9k&page=1&version=1&viewMode=" quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" play="true" loop="true" scale="showall" wmode="opaque" devicefont="false" bgcolor="#ffffff" menu="true" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" salign="" type="application/x-shockwave-flash" align="middle"  height="500" width="100%"></embed> </object> </div></div>  ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Um novo indicador educacional]]></title><link><![CDATA[http://www.ccub.org.br/1/post/2011/07/um-novo-indicador-educacional.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.ccub.org.br/1/post/2011/07/um-novo-indicador-educacional.html#comments]]></comments><pubDate>Sun, 24 Jul 2011 17:50:49 -0300</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.ccub.org.br/1/post/2011/07/um-novo-indicador-educacional.html</guid><description><![CDATA[  [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<span class='imgPusher' style='float:left;height:0px'></span><span style=' float: left; z-index: 10; position: relative; ;clear:left;margin-top:0px;*margin-top:0px'><a><img src="http://www.ccub.org.br/uploads/1/3/4/5/1345009/9156772.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span> <div  class="paragraph editable-text" style=" text-align: left; display: block; ">Acredito que essas diversas paradas e caminhadas denunciam pessoas que, no m&iacute;nimo, n&atilde;o se encontraram como seres humanos porque n&atilde;o lhes ensinaram como devem agir<br><br>Tem se tornado bastante comum nos &uacute;ltimos tempos observar em muitas cidades da nossa &ldquo;aldeia global&rdquo; paradas, passeatas, marchas de todos os tipos e feitios. Umas reivindicando direitos, outras comemorando vit&oacute;rias e avan&ccedil;os e outras simplesmente querendo demonstrar for&ccedil;a ou chamar a aten&ccedil;&atilde;o. Pude participar de algumas, n&atilde;o tanto por compartilhar dos ideais apregoados, mas para pesquisar o que tais &ldquo;massas&rdquo; comunicam, de forma consciente ou n&atilde;o. Confesso que contemplar tais manifesta&ccedil;&otilde;es sociais me fez pensar bastante, do ponto de vista filos&oacute;fico-educacional. Algumas indaga&ccedil;&otilde;es se levantavam enquanto observava o caminhar das multid&otilde;es: ser&aacute; que as pessoas vislumbram, num m&eacute;dio e longo prazo, as consequ&ecirc;ncias desses &ldquo;direitos&rdquo; a conquistar? Como &eacute; que todos conseguem ter tanta certeza de que ser&aacute; melhor realizar tais &ldquo;consensos&rdquo;? Por que tantos comemoram solu&ccedil;&otilde;es simples a quest&otilde;es que parecem t&atilde;o complicadas que nem os maiores especialistas se arriscam a tomar posi&ccedil;&atilde;o? Quantos desses milhares de simpatizantes de determinada causa j&aacute; estudaram a fundo os pr&oacute;s e os contras?<br><br>As perguntas poderiam se multiplicar, mas acredito que j&aacute; bastam para refletir sobre o que poder&aacute; estar acontecendo. Sou da opini&atilde;o de que essas caminhadas podem ser um &oacute;timo indicador do grau de insatisfa&ccedil;&atilde;o social e existencial. Que podem ser tamb&eacute;m um bom term&ocirc;metro para medir o resultado dos &uacute;ltimos anos do nosso processo educacional. Em geral, para avali&aacute;-lo se costuma usar alguns &iacute;ndices internacionais (Pisa) ou nacionais (Ideb ou Enem). Mas ser&aacute; que esses instrumentos s&atilde;o suficientes para avaliar tamb&eacute;m a &ldquo;alma&rdquo; da escola? Para auscultar como vai a forma&ccedil;&atilde;o integral do ser humano, como est&aacute; seu grau de realiza&ccedil;&atilde;o existencial? Sou da opini&atilde;o de que n&atilde;o &ndash; mas creio que essas passeatas, sim! Elas podem ser um indicador de que muitas pessoas est&atilde;o descontentes com sua pr&oacute;pria natureza humana e est&atilde;o querendo experimentar uma nova, com novas leis, novas fam&iacute;lias, novos deuses, novos prazeres, novos sexos. Mas por que estar&atilde;o descontentes? Porque o homem s&oacute; se torna verdadeiro homem quando se conforma com sua natureza. J&aacute; diz um velho princ&iacute;pio filos&oacute;fico: &ldquo;o agir segue o ser&rdquo;. Tamb&eacute;m pode dizer-se desta forma: &ldquo;o agir determina o ser&rdquo;. Se o agir for correto, o ser do homem se sentir&aacute; feliz. Se for errado, ele se sentir&aacute; sem identidade. Portanto acredito que essas diversas paradas e caminhadas denunciam pessoas que, no m&iacute;nimo, n&atilde;o se encontraram como seres humanos porque n&atilde;o lhes ensinaram como devem agir. Est&atilde;o clamando para que os ajudem a ser pessoas felizes e com perspectiva de vida. Mas, para que isso ocorra, sabemos, precisam ser auxiliadas por pessoas que conhecem e acreditam em como deve funcionar a natureza humana. Esse dever&aacute; ser sempre o fim primordial da educa&ccedil;&atilde;o. Quando isso n&atilde;o acontece, a natureza do homem reclama e se vinga. &Eacute; o que acredito estar acontecendo na nossa educa&ccedil;&atilde;o faz muito tempo.<br><br>Muitos educadores sabem que seu principal desafio no processo de ensino-aprendizagem com uma crian&ccedil;a &eacute; fazer com que, no futuro, ela afirme, livre e conscientemente, sua pr&oacute;pria natureza humana com suas respectivas leis e limita&ccedil;&otilde;es. &Eacute; esse o fim &uacute;ltimo da educa&ccedil;&atilde;o. J&aacute; dizia P&iacute;ndaro: &ldquo;Torna-te o que &eacute;s&rdquo;. Por isso, o bom educador sabe que o sucesso educacional foi alcan&ccedil;ado se o educando enxergar racionalmente que a realiza&ccedil;&atilde;o s&oacute; vir&aacute; quando, al&eacute;m do conhecimento cient&iacute;fico e cultural, adquirir os princ&iacute;pios &eacute;ticos e concluir que esse &eacute; o caminho da excel&ecirc;ncia humana. Por outro lado, quando o educador perceber que existe uma tend&ecirc;ncia cultural para a nega&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria natureza, pode concluir que fracassou como educador.<br><br>Estamos percebendo que o fracasso atual da nossa educa&ccedil;&atilde;o &eacute; muito mais profundo que a mera falta de aprendizagem escolar. N&oacute;s educadores estamos fracassando de forma muito mais dolorosa do que as pessoas imaginam. Mas por que isso nunca aparece nas prioridades educacionais do governo e nas grandes campanhas dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o? Por pura ignor&acirc;ncia, no caso da imensa maioria. Por ideologia, para uns poucos, que acreditam numa vis&atilde;o meramente materialista da vida. O fato &eacute; que a desordem moral se instalou na nossa cultura nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas e isso tem gerado pessoas sem caminho e sem rumo. Pessoas sem transcend&ecirc;ncia e sem amor. Pessoas sem Deus e sem sentido.<br><br>N&oacute;s educadores temos de mostrar &agrave;s grandes multid&otilde;es que elas precisam &eacute; reencontrar o seu Criador e o fim para o qual Ele as criou. Nos s&eacute;culos18 e 19, Deus foi rejeitado, em prol da ilus&atilde;o de pensar que assim se eliminaria a culpa e o homem seria por fim livre e feliz. Hoje percebemos que, desse modo, o homem tem de carregar sozinho o peso das suas mis&eacute;rias e faltas. E ter&aacute; de absolver-se sozinho numa autorreden&ccedil;&atilde;o, o que parece insuport&aacute;vel. Acredito que, mais do que querer experimentar uma nova natureza, &eacute; muito mais feliz buscar Aquele que quer tornar a natureza humana quase uma natureza divina.<br><br><font size="1"><a href="http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?tl=1&amp;id=1150365&amp;tit=Um-novo-indicador-educacional" target="_blank" title="">Artigo publicado por Jo&atilde;o Malheiro na Gazeta do Povo a 24/7/11</a></font><br></div> <hr  style=" clear: both; visibility: hidden; width: 100%; "></hr>  ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Contra a história não há argumentos!]]></title><link><![CDATA[http://www.ccub.org.br/1/post/2011/06/contra-a-histria-no-h-argumentos.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.ccub.org.br/1/post/2011/06/contra-a-histria-no-h-argumentos.html#comments]]></comments><pubDate>Mon, 20 Jun 2011 10:37:52 -0300</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.ccub.org.br/1/post/2011/06/contra-a-histria-no-h-argumentos.html</guid><description><![CDATA[  [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<span class='imgPusher' style='float:left;height:0px'></span><span style=' float: left; z-index: 10; position: relative; ;clear:left;margin-top:0px;*margin-top:0px'><a><img src="http://www.ccub.org.br/uploads/1/3/4/5/1345009/1570343.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span> <div  class="paragraph editable-text" style=" text-align: left; display: block; ">A hist&oacute;ria se repete como farsa, pontificava Karl Marx. Ou como trag&eacute;dia, sustentam alguns cinicamente. Dentro das quatro linhas, entretanto, Marx decididamente n&atilde;o est&aacute; com essa bola toda &ndash; sim, a Hist&oacute;ria se repete!<br><br>  Foi o que ficou comprovado com a peleja de domingo &agrave; tarde entre os selecionados do Centro Cultural e Universit&aacute;rio de Botafogo e a equipe de integrantes e amigos (e amigos dos amigos dos amigos) do Centro Universit&aacute;rio da Tijuca. As &aacute;rvores e alambrados do Est&aacute;dio Aeronautic&atilde;o foram privilegiados com uma partida suada e disputada, na qual a seriedade e t&eacute;cnica do CCUB mais uma vez superaram o esfor&ccedil;o tijucano (desta vez incrementado com diversos elementos peladeiros escolhidos a dedo pelo astuto treinador S&eacute;rgio).<br><br>  A agremia&ccedil;&atilde;o da Zona Norte at&eacute; resistiu a seu destino habitual: ap&oacute;s um bate-cabe&ccedil;as na zaga do CCUB, o atacante Guilherme (que jogava de preto, sem o uniforme azul oficial e deveria ter sido desclassificado!) apareceu livre na cara do goleiro Nara Jr., escolheu o canto e abriu o placar. Os surpreendidos CCUBenses mal se recuperavam do susto quando uma bola despretensiosamente al&ccedil;ada sobre a &aacute;rea encontra a cabe&ccedil;ada certeira de Guilherme, a defesa milagrosa do goleiro, a interven&ccedil;&atilde;o atabalhoada do defensor e o rebote fatal do atacante: 2 a 0 no placar, os tijucanos afrontavam o destino.<br><br>  Ap&oacute;s as substitui&ccedil;&otilde;es promovidas pelo t&eacute;cnico Andr&eacute; Medrado, o panorama mudou, mas, antes que uma rea&ccedil;&atilde;o pudesse ser esbo&ccedil;ada, mais um cruzamento da direita, mais um complemento inapel&aacute;vel, mais um gol. 3 a 0, a invencibilidade eterna do CCUB iria desmoronar?<br><br>  N&atilde;o! gritava &agrave; beira do campo o obcecado treinador &ndash; N&atilde;o! respondiam passadas, chutes, dribles dos espezinhados atletas do CCUB. Perdida em sua superioridade ilus&oacute;ria e enfatuada, a Tijuca saiu do ritmo do jogo. Oportunidade aproveitada pelas contrata&ccedil;&otilde;es internacionais do CCUB: o titular da sele&ccedil;&atilde;o colombiana Pastran, os irm&atilde;os &iacute;dolos japoneses Ikenami e Kazuo, e o veterano artilheiro portugu&ecirc;s Jo&atilde;o Malheiro. E foi este &uacute;ltimo quem, numa bola perdida junto &agrave; linha de fundo, usou de toda sua experi&ecirc;ncia para, num toque sutil, encobrir seu marcador, o goleiro, o pessimismo e o sentimento de derrota, deixando a bola dormir no fundo da rede e a esperan&ccedil;a renascer no fundo da alma: 3 a 1.<br><br>  Desesperada, a Tijuca apelava: uma bola recuada para seu amea&ccedil;ado goleiro Andrei p&ocirc;de ser pega com a m&atilde;o porque &ldquo;ningu&eacute;m havia combinado as regras&rdquo;, no dizer do cartola Miyashita. Parece que ningu&eacute;m tampouco havia &ldquo;combinado&rdquo; que os dois times deveriam jogar com o mesmo n&uacute;mero de jogadores: ap&oacute;s uma tempestade de substitui&ccedil;&otilde;es tijucanas, treze jogadores chegaram a estar em campo, contra onze honestos CCUBistas.<br><br>  Mas tais vis artimanhas n&atilde;o prevaleceram: bola de Jo&atilde;o Malheiro para Gaian, bola no fundo da rede. Bola lan&ccedil;ada para Jo&atilde;o dentro da &aacute;rea, bola no fundo da rede. A hist&oacute;ria cobrava seu respeito devido, o CCUB se erguia das cinzas, a Tijuca se desfazia em substitui&ccedil;&otilde;es. Em p&acirc;nico, tal esquadr&atilde;o resolveu trocar seus jogadores de sete em sete, causando o caos absoluto na equipe azul. J&aacute; o experiente e manhoso t&eacute;cnico Medrado adotou a t&aacute;tica pinga-pinga: a cada tr&ecirc;s minutos, um atleta do CCUB deixava o campo discretamente, substitu&iacute;do por um colega descansado. A estrat&eacute;gia cerebrina funcionou: enquanto a zaga, guarnecida pelos c&atilde;es de guarda Saulo Said e Christian, se mantinha firme como uma rocha, e o meio campo alternava investidas com Pastran pela esquerda e Felipe pela direita, Malheiro, &agrave; frente, esperava por sua chance de cumprir a Hist&oacute;ria.<br><br>  E a Hist&oacute;ria possui suas leis, suas normas e seus momentos, aos quais os pobres mortais da Tijuca n&atilde;o poderiam escapar: foi a Hist&oacute;ria quem encontrou Jo&atilde;o Malheiro livre na esquerda do ataque, foi o destino quem amarrou os p&eacute;s de seus marcadores, foi o sobrenatural quem empurrou a bola mansamente para as redes. <br><br>  No banco de reservas tijucano, desesperado, um jogador se lamentava com o t&eacute;cnico: &ldquo;P&ocirc;, S&eacute;rgio, vim de Olaria at&eacute; aqui para perder?!&rdquo;<br><br>  Botafogo 4 a 3 na Tijuca, nas maquina&ccedil;&otilde;es, nas trapa&ccedil;as e na pequenez humana. Pois o CCUB tem uma miss&atilde;o divina a cumprir: <em style="">Invictus</em>, invencibilidade eterna! Que venha a pr&oacute;xima batalha!<br></div> <hr  style=" clear: both; visibility: hidden; width: 100%; "></hr>  ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Resumo de notícias via Twitter do Centro]]></title><link><![CDATA[http://www.ccub.org.br/1/post/2011/06/resumo-de-notcias-via-twitter-do-centro.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.ccub.org.br/1/post/2011/06/resumo-de-notcias-via-twitter-do-centro.html#comments]]></comments><pubDate>Sat, 11 Jun 2011 20:06:44 -0300</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.ccub.org.br/1/post/2011/06/resumo-de-notcias-via-twitter-do-centro.html</guid><description><![CDATA[This is your new blog post. Click here and start typing, or drag in elements from the top bar.   [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph editable-text" style=" text-align: left; ">This is your new blog post. 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