Projeto Mury Solidário 06/02/2011
Em janeiro de 2011, vários municípios da Região Serrana do Rio de Janeiro foram atingidos pela maior catástrofe natural que já houve no país. Foram 916 mortes e há 180 pessoas desaparecidas. O numero de pessoas que perderam suas casas ou bens materiais supera vários milhares. Vendo esta situação, alguns professores universitários, empresários e estudantes se reuniram para realizar o Projeto Mury Solidário. Visite o site do Projeto Mury Solidário. This is your new blog post. Click here and start typing, or drag in elements from the top bar. Add Comment Durante nossos anos no colégio, pode ter sido comum ouvir o mesmo chavão sempre que um novo professor se apresentava em sala de aula: “Eu sou professor, mas também aprendo com vocês.” Seja isto verdade ou não (na maioria de minhas aulas, acho que o professor só conseguia aprender novas formas de dar bronca), o fato é que a frase transmite uma visão da aula ideal, na qual o professor efetivamente dialoga com os alunos e também vai se formando, amadurecendo e crescendo. Felizmente, meus cinco anos de experiência como catequista realizaram plenamente este desejo geral do professor. Preparar as crianças para sua primeira comunhão se mostrou uma maneira muito especial de praticar minha fé. Na verdade, acredito que tal oportunidade faria bem a muitas pessoas, especialmente os jovens, e inclusive aqueles que acreditam não possuir tanto conhecimento doutrinário assim para ensinar (estes costumam ser os mais sinceros, o que já é uma ótima qualidade num professor). Pensei em quatro razões para isso: Em primeiro lugar, o trabalho do catequista faz com que ele passe a colocar em prática sua fé. Há um grande risco hoje de acreditarmos que a religião é algo puramente teórico, que preciso “conhecer” tanto quanto conheço uma matéria na faculdade ou a altura do Everest. Ou de relegarmos Deus a um plano secundário em nossa vida, recorrendo a Ele somente quando surgem as grandes dificuldades ou quando estamos a fim. Na catequese, precisamos explicar a alunos — que muitas vezes nos aparecem “zerados”, sem nenhum conhecimento sobre sua fé – as verdades e a moral básicas do Cristianismo. Isso acaba sendo um grande incentivo a que nós mesmos as vivamos. Quando ensinamos o sinal da cruz e recomendamos que o façam com frequência, nossa consciência nos dirá: “e você mesmo, faz o sinal da cruz ao levantar-se?” Quando vamos guiando nossos alunos delicadamente no caminho da oração, pode ficar claro, em nosso íntimo, que nós mesmos poderíamos rezar mais, inclusive por estas próprias crianças. Quando explicamos alguma parábola, percebemos na hora que ela também se aplica a nós. Em segundo lugar, a catequese nos ajuda a viver a simplicidade, tanto em coisas materiais quanto em nossa cabeça. Os pontos básicos da doutrina cristã devem ser apresentados às crianças de modo simples, sem interpretações refinadas ou discussões supérfluas. Queremos que os alunos passem a amar Cristo, e isso para eles não é uma coisa difícil de compreender, nem requer grandes teorias. O bom catequista, portanto, vai adquirindo não só uma boa aptidão para comunicação e didática, como também uma capacidade de entender e expor sua fé de modo muito prático e ao mesmo tempo simples. Quando precisamos explicar o mistério da Santíssima Trindade para cabecinhas de sete anos, por exemplo, é preciso fazê-lo de um modo que mostre a coerência do dogma com o amor que Deus sente por nós, sem de modo algum tentar esgotar o mistério, nem tampouco procurar tirar seu caráter de mistério. A impressão que dá é que as perguntas das crianças vão “limando” nossos pensamentos, que sempre tendem a tornar tudo mais complicado. Na catequese, aprendemos a não complicar a fé, a não inventar o que já está previsto, a não substituirmos Deus pela nossa cabeça. E o terceiro ponto que o professor aprende na catequese são as qualidades de liderança e empreendedorismo. O trabalho do catequista é voluntário, mas a atenção das crianças também é. É preciso saber cativar os alunos, descobrir como chamar-lhes a atenção e como conduzi-los à descoberta de um grande tesouro. Para tudo isso, o catequista necessariamente desenvolverá algumas das qualidades que definem um líder, pois ele será o guia (muitas vezes, sem o apoio dos pais) de suas crianças. Se a catequese é semanal, ele começará a se preocupar também durante a semana com a qualidade das aulas, a imaginar jogos que fariam sucesso entre os alunos, a encontrar cinco minutos de tempo livre para procurar uma imagem bonita que possa levar à aula... Na aula, ele se esforçará por acompanhar cada aluno, em saber como são suas famílias, em mapear seus defeitos, em medir seus progressos... E, por fim, perceberá que reza por seus alunos com a mesma intensidade com que costuma rezar por sua própria família. Tudo isto ajuda o catequista – muitas vezes um estudante de ensino médio ou da universidade – a entender que um bom líder, seja na turminha da catequese ou numa empresa, é aquele que melhor conhece seus liderados. Ele aprenderá, na prática, a conhecer de verdade o outro. Por fim, termino destacando o quarto benefício que a aula da catequese produz no catequista: ele cresce em generosidade. Quando gastamos um tempo nosso com algo que não nos traz um benefício imediato, nossa capacidade de amar aumenta. Aquelas três horas semanais podem pesar num horário de estudo apertado, mas podem contribuir mais para o amadurecimento do catequista do que se passadas diante de um livro. O esforço do catequista por vezes não é apreciado: os amigos não o entendem, os pais dos alunos não se importam, os próprios alunos são bagunceiros e desrespeitosos. Por isso, tentei demonstrar nestes parágrafos como o professor pode ser o maior beneficiário das aulas, independentemente do quanto seja admirado (claro que é melhor quando nos valorizam, mas não é isto o que torna nossa aula boa). A catequese é uma forma concreta de ser generoso. Fala-se muito em mudar o mundo, na injustiça do sistema, na maldade do homem, etc. O catequista tem a felicidade de saber que contribui efetivamente para mudar o mundo, despertando seus alunos para o amor de Deus, fazendo crescer neles as boas virtudes e dando-lhes o bom exemplo de vida cristã. Como não se trata de coisas materiais, parece ser bem pouco. Mas a catequese constitui um apoio inestimável para muitas e muitas crianças, por vezes até sua única fonte de educação moral e religiosa. Quantas dificuldades da vida não poderão ser vencidas com o apoio indestrutível da fé? Rafael Barretto Festa de Natal no asilo 11/23/2009
Como no ano passado, faremos mais uma vez uma festa para os idosos do Asilo Vila do Sol. Participe! Ideias para transformar o mundo 12/12/2008
![]() Segundo as Nações Unidas, voluntário é quem: devido a seu interesse pessoal e a seu espírito cívico dedica parte do seu tempo sem remuneração alguma a diversas formas de atividade organizadas ou não de bem estar social ou outros campos. |








