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  O poeta Tomasz Lychowski concedeu ao Centro Cultural e Universitário de Botafogo uma prévia exclusiva de alguns trechos do seu livro de memórias, que está no prelo.
  Ouça suas impressionantes experiências em nosso audiocast.


  Para conhecer algo mais de suas poesias, assista ao vídeo abaixo:

 
 
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DENTRE AS ÚLTIMAS AQUISIÇÕES DA BIBLIOTECA...
  John Milton (1608-1674) descreve a luta de Lúcifer contra Deus em sua magnífica epopeia Paraíso Perdido (Lost Paradise), de 1667. É um dos clássicos da literatura mundial, tendo sido inspirada na peça teatral Adamo Caduto, composta em 1647 pelo padre Serafino della Salandra. A obra foi depois complementada com o poema Paraíso Reconquistado (Paradise Regained), que versa sobre a tentação de Cristo.
  Cego e empobrecido, Milton, por uma destas inexplicáveis ironias da vida, vendeu o copyright do Paraíso Perdido, em 27 de abril de 1667, por £10.
  O Paraíso Perdido foi originalmente publicado em dez partes. A obra é redigida em versos não rimados. Uma segunda edição, de 1674, foi reorganizada em doze partes para assemelhar-se à Eneida de Virgílio e com revisões menores. É a que ficou como padrão para as edições e traduções posteriores, inclusive na versão portuguesa de António José de Lima Leitão (1787-1856).

CRÍTICA
  Discute-se entre os especialistas se Milton intencionalmente degradou a figura de Satã ao longo da epopeia para indicar as consequências maléficas do orgulho, ou pelo escrúpulo de ter desenvolvido sua personagem aparentemente com mais maestria do que na sua descrição do próprio Deus.
  A obra contém algumas passagens que atacam a fé e a moral católicas, motivadas pelo autor ser protestante e ter animosidade pela Igreja. Sabendo discernir essas falhas lamentáveis, o saldo é positivo.