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“Com Os Irmãos Karamázov, Dostoiévski recuperou totalmente sua força artística e reafirmou sua maestria reprimida n’O Adolescente. De fato, essa obra se destaca até mesmo de suas obras-primas anteriores e consegue rematar uma expressão clássica do grande tema que o estava preocupando desde Memórias do Subsolo: o conflito entre a razão e a fé cristã. Nunca antes Dostoiévski tinha expressado esse conflito com tamanha força poética, tamanha exaltação simbólica e com uma descrição tão ampla dos tipos sociais russos e da vida na Rússia. Nenhuma obra anterior dá ao leitor tão enorme impressão de grandeza controlada e medida, uma grandeza que provoca, espontaneamente,  uma comparação com as maiores criações da literatura ocidental. A Divina Comédia, Paraíso Perdido, Rei Lear, Fausto – são os títulos que naturalmente acorrem à mente quando se tenta mediar a estatura d’ Os Irmãos Karamázov. É que essas obras também se empenham na discussão interminável e nunca acabada que as ‘questões malditas’ do destino do gênero humano sempre despertam” 
Joseph Frank

O Grupo de Humanidades do Centro Cultural e Universitário de Botafogo promoverá o estudo e o debate da obra máxima do escritor russo Fiódor Dostoiévski, Os Irmãos Karamázov, em reuniões aos sábados de manhã, das 9h30 às 12h, a partir de agosto. Serão examinados os aspectos estilísticos, narrativos, filosóficos, psicológicos e teológicos do romance.

É oportuno que os participantes leiam antes os trechos que serão examinados, ainda que não seja imprescindível para o aproveitamento das reuniões.

Informações com João Carlos Nara.

 
 
 
 
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  Nos últimos anos, Hollywood produziu muitos filmes em que a humanidade é uma vilã que se vale da ciência como de uma arma contra a natureza e os próprios sentimentos.

  A misantropia, o estilo Alien de Cameron, evoluiu: em Avatar, o protagonista rechaça os laços com sua própria espécie Homo sapiens.

  São motivos do rechaço: o genocídio explorador, a ausência de harmonia social e a falta de consciência ecológica.

  A mensagem parece dirigir-se mais à massa de espectadores do que às elites supostamente responsáveis pelos abusos dos homens.


Artigo publicado por João Carlos.

 
 
  Esta foi a primeira apresentação do Workshop Novas Abordagens, feita por João Carlos:
 
 
  Foi dado início à atividade Informação & performance, com a palestra "Quando é preciso ler os clássicos". Veja aqui a apresentação: 
 
 
Apresentamos os slides da palestra sobre ética comparada, dada por João Carlos no dia 14/7/09:
 
 

  Veja os slides da apresentação sobre a Grécia Antiga, dada por João Carlos Nara Jr.

 
 

  A segunda aula do ciclo Compreender a Fé Católica explorou o mundo das religiões: sua classificação, semelhanças, diferenças e o diálogo inter-religioso promovido pela Igreja Católica. Veja aqui os slides:

 
 

  A primeira aula do ciclo 2009 do Compreender a Fé Católica versa sobre um tema filosófico: o conhecimento natural de Deus.
  É interessante notar que as famosas cinco vias de São Tomás se inserem num contexto bem mais amplo de tentativas de aceder intelectualmente à divindade, como se pode ver nas imagens abaixo (clique nelas para ampliar).

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João Carlos Nara Jr.
 
 

  Autor controverso, Xenófanes de Cólofon é enumerado por Platão, Aristóteles e Teofrasto entre os filósofos pré-socráticos, mas é evocado como poeta pela tradição literária (Estrabão, Apuleio, Ateneu e outros).
  Xenófanes abandonou sua terra natal e percorreu o mundo grego até o Ocidente, durante os muitos anos que lhe permitiu sua afamada longevidade. Nos seus escritos, satisfez interesses díspares: cantou a fundação de Cólofon e sua emigração para Eleia (em versos hoje perdidos), lançou veementes invectivas à tradição homérica, deu conselhos acerca dos banquetes, especulou sobre a unidade dos contrários, criticou o conhecimento humano, satirizou a crença na reencarnação, defendeu a unicidade divina. Xenófanes teve enorme influência no desenvolvimento religioso posterior.
  Ao que parece, foi a poesia o seu emprego principal nos anos anteriores à sua ida para Eleia; e continuou a servi-lo depois, transmitindo ao seu pensamento a elevação e o entusiasmo próprios da linguagem épica.
  Entrementes, como já vivesse os últimos anos da Época Arcaica grega, vociferou sátiras acerbas tanto aos heróis dos jogos quanto aos deuses. Àqueles, objetou lhes que as vitórias esportivas fossem superestimadas em comparação com as conquistas intelectuais; a estes, que seus mitos estivessem contaminados de imoralidade.
  Sua violenta reação de repulsa pela proeminência de Homero e o arquétipo poético e operou a primeira manifestação da discórdia entre poetas e filósofos, cuja veemência ainda seria grande no tempo de Platão. Apesar disso, seu rechaço ao influxo educativo dos grandes poetas gregos não o impediu de valer se dos mesmos expedientes literários de Homero e Hesíodo. Sua veia polêmica não é, portanto, em si mesma desconstrutiva; antes se constitui numa invectiva moral, em cinismo crítico diante das ideias tradicionais.

Palestra no dia 8/5/2009
João Carlos Nara Jr.