
Nos últimos anos, Hollywood produziu muitos filmes em que a humanidade é uma vilã que se vale da ciência como de uma arma contra a natureza e os próprios sentimentos.
A misantropia, o estilo Alien de Cameron, evoluiu: em Avatar, o protagonista rechaça os laços com sua própria espécie Homo sapiens.
São motivos do rechaço: o genocídio explorador, a ausência de harmonia social e a falta de consciência ecológica.
A mensagem parece dirigir-se mais à massa de espectadores do que às elites supostamente responsáveis pelos abusos dos homens.
Artigo publicado por João Carlos.
Apresentamos os slides da palestra sobre ética comparada, dada por João Carlos no dia 14/7/09:
Veja os slides da apresentação sobre a Grécia Antiga, dada por João Carlos Nara Jr.
A segunda aula do ciclo Compreender a Fé Católica explorou o mundo das religiões: sua classificação, semelhanças, diferenças e o diálogo inter-religioso promovido pela Igreja Católica. Veja aqui os slides:
A primeira aula do ciclo 2009 do Compreender a Fé Católica versa sobre um tema filosófico: o conhecimento natural de Deus.
É interessante notar que as famosas cinco vias de São Tomás se inserem num contexto bem mais amplo de tentativas de aceder intelectualmente à divindade, como se pode ver nas imagens abaixo (clique nelas para ampliar).
João Carlos Nara Jr.

Autor controverso, Xenófanes de Cólofon é enumerado por Platão, Aristóteles e Teofrasto entre os filósofos pré-socráticos, mas é evocado como poeta pela tradição literária (Estrabão, Apuleio, Ateneu e outros).
Xenófanes abandonou sua terra natal e percorreu o mundo grego até o Ocidente, durante os muitos anos que lhe permitiu sua afamada longevidade. Nos seus escritos, satisfez interesses díspares: cantou a fundação de Cólofon e sua emigração para Eleia (em versos hoje perdidos), lançou veementes invectivas à tradição homérica, deu conselhos acerca dos banquetes, especulou sobre a unidade dos contrários, criticou o conhecimento humano, satirizou a crença na reencarnação, defendeu a unicidade divina. Xenófanes teve enorme influência no desenvolvimento religioso posterior.
Ao que parece, foi a poesia o seu emprego principal nos anos anteriores à sua ida para Eleia; e continuou a servi-lo depois, transmitindo ao seu pensamento a elevação e o entusiasmo próprios da linguagem épica.
Entrementes, como já vivesse os últimos anos da Época Arcaica grega, vociferou sátiras acerbas tanto aos heróis dos jogos quanto aos deuses. Àqueles, objetou lhes que as vitórias esportivas fossem superestimadas em comparação com as conquistas intelectuais; a estes, que seus mitos estivessem contaminados de imoralidade.
Sua violenta reação de repulsa pela proeminência de Homero e o arquétipo poético e operou a primeira manifestação da discórdia entre poetas e filósofos, cuja veemência ainda seria grande no tempo de Platão. Apesar disso, seu rechaço ao influxo educativo dos grandes poetas gregos não o impediu de valer se dos mesmos expedientes literários de Homero e Hesíodo. Sua veia polêmica não é, portanto, em si mesma desconstrutiva; antes se constitui numa invectiva moral, em cinismo crítico diante das ideias tradicionais.
Palestra no dia 8/5/2009
João Carlos Nara Jr.