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“Com Os Irmãos Karamázov, Dostoiévski recuperou totalmente sua força artística e reafirmou sua maestria reprimida n’O Adolescente. De fato, essa obra se destaca até mesmo de suas obras-primas anteriores e consegue rematar uma expressão clássica do grande tema que o estava preocupando desde Memórias do Subsolo: o conflito entre a razão e a fé cristã. Nunca antes Dostoiévski tinha expressado esse conflito com tamanha força poética, tamanha exaltação simbólica e com uma descrição tão ampla dos tipos sociais russos e da vida na Rússia. Nenhuma obra anterior dá ao leitor tão enorme impressão de grandeza controlada e medida, uma grandeza que provoca, espontaneamente,  uma comparação com as maiores criações da literatura ocidental. A Divina Comédia, Paraíso Perdido, Rei Lear, Fausto – são os títulos que naturalmente acorrem à mente quando se tenta mediar a estatura d’ Os Irmãos Karamázov. É que essas obras também se empenham na discussão interminável e nunca acabada que as ‘questões malditas’ do destino do gênero humano sempre despertam” 
Joseph Frank

O Grupo de Humanidades do Centro Cultural e Universitário de Botafogo promoverá o estudo e o debate da obra máxima do escritor russo Fiódor Dostoiévski, Os Irmãos Karamázov, em reuniões aos sábados de manhã, das 9h30 às 12h, a partir de agosto. Serão examinados os aspectos estilísticos, narrativos, filosóficos, psicológicos e teológicos do romance.

É oportuno que os participantes leiam antes os trechos que serão examinados, ainda que não seja imprescindível para o aproveitamento das reuniões.

Informações com João Carlos Nara.

 
 

  A primeira aula do ciclo 2009 do Compreender a Fé Católica versa sobre um tema filosófico: o conhecimento natural de Deus.
  É interessante notar que as famosas cinco vias de São Tomás se inserem num contexto bem mais amplo de tentativas de aceder intelectualmente à divindade, como se pode ver nas imagens abaixo (clique nelas para ampliar).

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João Carlos Nara Jr.
 
 

  Após o sucesso do primeiro Ciclo de palestras de filosofia, daremos prosseguimento aos estudos filosóficos mediante conferências quinzenais acerca dos diversos âmbitos do pensamento: O lavor intelectual.
  Em breve divulgaremos o temário das conferências.


 
 

  Autor controverso, Xenófanes de Cólofon é enumerado por Platão, Aristóteles e Teofrasto entre os filósofos pré-socráticos, mas é evocado como poeta pela tradição literária (Estrabão, Apuleio, Ateneu e outros).
  Xenófanes abandonou sua terra natal e percorreu o mundo grego até o Ocidente, durante os muitos anos que lhe permitiu sua afamada longevidade. Nos seus escritos, satisfez interesses díspares: cantou a fundação de Cólofon e sua emigração para Eleia (em versos hoje perdidos), lançou veementes invectivas à tradição homérica, deu conselhos acerca dos banquetes, especulou sobre a unidade dos contrários, criticou o conhecimento humano, satirizou a crença na reencarnação, defendeu a unicidade divina. Xenófanes teve enorme influência no desenvolvimento religioso posterior.
  Ao que parece, foi a poesia o seu emprego principal nos anos anteriores à sua ida para Eleia; e continuou a servi-lo depois, transmitindo ao seu pensamento a elevação e o entusiasmo próprios da linguagem épica.
  Entrementes, como já vivesse os últimos anos da Época Arcaica grega, vociferou sátiras acerbas tanto aos heróis dos jogos quanto aos deuses. Àqueles, objetou lhes que as vitórias esportivas fossem superestimadas em comparação com as conquistas intelectuais; a estes, que seus mitos estivessem contaminados de imoralidade.
  Sua violenta reação de repulsa pela proeminência de Homero e o arquétipo poético e operou a primeira manifestação da discórdia entre poetas e filósofos, cuja veemência ainda seria grande no tempo de Platão. Apesar disso, seu rechaço ao influxo educativo dos grandes poetas gregos não o impediu de valer se dos mesmos expedientes literários de Homero e Hesíodo. Sua veia polêmica não é, portanto, em si mesma desconstrutiva; antes se constitui numa invectiva moral, em cinismo crítico diante das ideias tradicionais.

Palestra no dia 8/5/2009
João Carlos Nara Jr.


 
 

  Fique por dentro da primeira aula do Ciclo de Palestras "O lavor intelectual", dada por Luciano Menegaldo:

 
 

  Iniciamos nosso Ciclo de Filosofia. Se você não pôde vir, fique por dentro da aula inaugural, dada por João Carlos:

 
 

  No dia 20 de dezembro, às 10h, o Instituto Aquinate fará, no Centro Cultural e Universitário de Botafogo, o lançamento do Caderno da Aquinate nº 4: "O único necessário". O professor Dr. Paulo Faitanin dará uma conferência sobre o Caderno.
  Por sua vez, o professor Dr. Daniel Pêcego apresentará sumariamente os números anteriores, explicando seu projeto editorial: "O valor do sofrimento", 2ª edição revisada; "A sabedoria do amor" e "O ofício do sábio".
  "O único necessário" trata da ascética e da mística e das três idades da vida interior, baseado no pensamento de São Tomás e nos ensinamentos de São Josemaria Escrivá sobre a espiritualidade laical.
  Os Cadernos são uma publicação do Instituto Aquinate e a sua edição procura divulgar a doutrina de Santo Tomás de Aquino. Será possível adquiri-los durante o evento.


 
 

  Richard Bastien é um jornalista canadense que escreve para Mercatornet. Um artigo seu, intitulado Inevitable choices, diz que, diante dos intelectuais dos nossos dias, há quatro linhas de pensamento mutuamente excludentes a serem escolhidas. Essas quatro visões são representadas por Maomé, Descartes, Nietzsche e Ratzinger.

  A primeira é o fideísmo ou sola fide:tem no Islã sua forma preeminente, mas também pode ocorrer entre judeus e cristãos quando caem no voluntarismo, biblicismo ou na idolatria da democracia. Essas três distorções são propostas como formas de aceder à verdade alternativas à inteligência.

  Em segundo lugar, está o racionalismo ou sola ratio. Vem perdendo força, mas tem seus badalados profetas, como Christopher Hitchens e Richard Dawkins. Prossegue sendo propagado por cientistas e professores universitários.

  Depois, há o niilismo ou nec ratio nec fide. Consiste num relativismo moral e cultural. Impera no mundo das ciências sociais, comunicação, artes e humanidades. O ceticismo e a descrença que o iluminismo liberal direcionou contra a religião tradicional volta-se agora contra os próprios fundamentos do liberalismo.

  Finalmente, temos Fides et ratio: a fé cristã fez esta clara escolha: contra os deuses das religiões pagãs, o Deus dos filósofos. Em outras palavras: contra o mito e o costume. Em prol da verdade do ser.

Resenha & Notícia comentada por João Carlos