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Existem três modos de estudar ética:

1) ler textos sobre o assunto;
2) assistir a palestras sobre o tema;
3) estudar casos práticos, quer através de experiências reais, quer através de experiências fictícias mediante a arte (cinema, literatura, teatro).

O CCUB está inaugurando a terceira modalidade, já que a primeira você pode fazer em casa e da segunda você pode participar no IMPA, na UERJ ou na UFRJ, assistindo às aulas de João Malheiro.

Participe no sábado, dia 6, do primeiro encontro. Para debater a LIBERDADE HUMANA, assistiremos a 20min selecionados do filme NA NATUREZA SELVAGEM, de Sean Penn. Estrelam Emile Hirsch, Marcia Gay Harden, William Hurt, entre outros.

No próximo mês assistiremos ao longa O MEU MELHOR AMIGO, para debater O VALOR DA AMIZADE.


 
 
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  Nos últimos anos, Hollywood produziu muitos filmes em que a humanidade é uma vilã que se vale da ciência como de uma arma contra a natureza e os próprios sentimentos.

  A misantropia, o estilo Alien de Cameron, evoluiu: em Avatar, o protagonista rechaça os laços com sua própria espécie Homo sapiens.

  São motivos do rechaço: o genocídio explorador, a ausência de harmonia social e a falta de consciência ecológica.

  A mensagem parece dirigir-se mais à massa de espectadores do que às elites supostamente responsáveis pelos abusos dos homens.


Artigo publicado por João Carlos.

 
 

  O filme alemão In weiter Ferne, so nah! (Faraway, So Close!), de 1993, é a sequência de Asas do Desejo, de 1987. Conquistou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes e conferiu ao U2 a indicação de Melhor Canção Original no Globo de Ouro.
  Peter Falk, que representou si próprio em Asas do Desejo, volta aparecer, e o roqueiro Lou Reed (responsável pela trilha sonora) e o ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev também marcam presença no filme como eles mesmos.
  A fotografia é impecável, mesclando a cor (a visão dos homens) com o preto e branco (a visão dos anjos).
  Wim Wenders explorou um mundo desconhecido para nós: como os anjos nos veem. Apesar de serem incapazes de interferir diretamente na vida humana, Cassiel (Otto Sander) quebra esta regra quando uma menininha cai do terraço de um prédio e ele corre para a socorrer, tornando-se carne e osso. Damiel (Bruno Ganz), o companheiro de Cassiel que optou pela vida terrena no primeiro filme, trabalha agora numa pizzaria e vive com sua esposa, a trapezista Marion (Solveig Dommartin).
  O debate evidenciou o sutil pensamento de Wenders: o mundo como dominador do homem, não conquistado por ele; a forma de ver como definidora da forma de viver; a miopia espiritual do homem moderno; o cinema como educador do olhar.

Cinedebate conduzido por João Carlos em 15/11/2008