A mudança foi realizada a 5 de julho de 2008 e a primeira Missa foi celebrada no dia 6, um domingo. Vamos comemorar o primeiro ano em grande estilo!

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Sábado Santo 04/07/2009
 

  A Vigília Pascal, na noite santa em que o Senhor ressuscitou, é a "mãe de todas as vigílias", na qual a Igreja espera, velando, a Ressurreição de Cristo, e a celebra nos sacramentos.

  Compõe-se quatro partes: a Liturgia da Luz, a Liturgia da Palavra, a Liturgia Batismal e a Liturgia Eucarística.

  1 – Liturgia da Luz: compõe-se de:

  1.1. Benção do fogo novo: o fogo representa Cristo-luz;
  1.2. Benção do Círio Pascal: o círio pascal é considerado como uma pessoa, e não como um objeto. O círio é aceso para indicar a nuvem luminosa do Êxodo, que conduziu os hebreus, e o Corpo Glorioso de Nosso Senhor. No círio são gravados os algarismos do ano em curso e o ? (alfa) e o O (ômega), para indicar que Cristo atravessa todo o tempo, do princípio ao fim; grava-se também uma cruz, que indica a natureza humana de Cristo, pois é sinal de Sua morte (o alfa e o omega indicam a Sua natureza divina); e
  1.3. Procissão até à Igreja: canta-se a antífona Lumen Christi (“Luz de Cristo”), seguida da resposta Deo gratias (“Graças a Deus”); essa procissão recorda os hebreus seguindo a nuvem, na primeira Páscoa. As velas que os fiéis levam acesas indicam que são filhos da luz, e que essa luz vem de Cristo.
  1.4. Pregão pascal (Exultet): escrito provavelmente por Santo Ambrósio, o pregão pascal descreve o significado espiritual da luz na noite iluminada pela Ressurreição de Cristo, aludindo às grandes etapas da história da salvação, desde o Antigo Testamento até hoje.

  2 – Liturgia da Palavra: são até sete leituras tiradas do Antigo Testamento, e duas tiradas do Novo (isto é, a Epístola e o Evangelho). Entre cada leitura reza-se um salmo e uma oração própria. Antes do Evangelho volta-se a cantar o Alleluia, que não se rezara durante toda a Quaresma. As leituras são as seguintes:
  2.1. Gn 1,1-2,2 (a criação do mundo, tipo da nova criação realizada pela Morte e Ressurreição de Jesus Cristo);
  2.2. Gn 22,1-18 (o sacrifício de Abraão, tipo do sacrifício de Cristo que sela a nova e definitiva aliança);
  2.3. Ex 14,15-15, 1 (a passagem do Mar Vermelho, tipo das águas batismais);
  2.4. Is 54,5-14 (a nova Jerusalém);
  2.5. Is 55,1-11 (a salvação gratuita e universal);
  2.6. Br 3,9-15.32–4,4 (a fonte da sabedoria);
  2.7. Ez 36,16-17a.18-28 (o coração e o espírito novos);
  2.8. Rm 6,3-11 (o batismo como sacramento pascal, em que, ao participar da Morte e Ressurreição de Cristo, culmina, atualiza-se e comunica-se o processo de salvação realizado por Deus na antiga economia);
  2.9. Relato da Ressurreição de Mateus, Marcos ou Lucas, conforme o Ano A, B ou C.

  3 – Liturgia Batismal: haja ou não batismo, a Vigília Pascal sempre possui uma liturgia batismal, cujos elementos são esses:
  3.1. A Ladainha dos Santos;
  3.2. A benção da água;
  3.3. A renovação das promessas batismais (com Indulgência Plenária) e a aspersão do povo: a renovação das promessas é excelente momento para recordar que o batismo não é um ato passageiro, mas uma realidade que abarca toda a existência humana.

  4 – Liturgia eucarística: esta Missa, como toda a Vigília, pertence ao Domingo da Ressurreição. A despedida faz-se com dois aleluias nesta Missa e em toda a oitava da Páscoa: Ite, missa est. Deo gratias, alleluia, alleluia. (Ide em paz e o Senhor vos acompanhe. Graças a Deus, aleluia, aleluia).


 
 

  Santo Ambrósio denominava-a Dies amaritudinis (dia do amargor, da tristeza): a Sexta-feira Santa é o grande dia de luto para a Santa Igreja. De início, era dia sem nenhuma função litúrgica; nos tempos atuais, há função litúrgica, mas não há Missa (também não se celebra a Missa no Sábado Santo).

  A Solene Ação Litúrgica da Sexta-feira Santa possui três partes: a Liturgia da Palavra; a Adoração da Santa Cruz; e a Comunhão Eucarística.
 
  Liturgia da Palavra: inicia-se com uma oração. O Missal prevê duas fórmulas: a primeira recorda a misericórdia de Deus no Mistério Pascal; a segunda recorda a contraposição entre o pecado de Adão e a obra redentora de Nosso Senhor. A Primeira Leitura é tirada da Profecia de Isaías (Is 52,13—53,12), e põe Cristo como o Servo de Javé que expia com o seu sacrifício os pecados de todos e dá a salvação a todos; a Segunda Leitura é tirada da Epístola aos Hebreus (Hb 4,14-16; 5,7-9), e faz ver que Cristo é o Sumo Sacerdote e o Mediador entre Deus e os homens graças ao Seu Santíssimo Sangue redentor; o Evangelho traz a narrativa da Paixão segundo São João (Jo 18,1—19,42). As orações solenes (cuja estrutura é do séc. V, mas que traz muitos elementos do séc. I) compõem-se de: convite para orar por uma certa intenção; silêncio de meditação; oração de petição. São dez orações: pela Santa Igreja, pelo Papa, por todas as ordens e categorias de fiéis, pelos catecúmenos, pela unidade dos cristãos, pela conversão dos judeus, pela evangelização dos pagãos, pela fé dos que não creem em Deus, pelos governantes de todas as nações e pelos tentados e atribulados.

  Adoração da Santa Cruz: começa com a desnudação da Santa Cruz, coberta com um véu vermelho (essa cerimônia data do séc. XII). O sacerdote ou diácono canta, ao desnudar a Cruz: Ecce lignum crucis, in quo salus mundi pependit (Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo) e o povo responde: Venite, adoremus (Vinde, adoremos). Seguem-se os Improperia, os Impropérios da Paixão. O sacerdote ou diácono canta, no lugar de Cristo: Popule meus, quid feci tibi? Aut in quo contristavi te de terra Aegypti: parasti crucem Salvatori tuo (Povo meu, que te fiz? Ou que em que te contristei? Porque te tirei da terra do Egito, e preparaste uma cruz para o teu Salvador). Responde-se a essa interpelação de Nosso Senhor com o Triságio, em grego e latim: Hágios o Theós! Sanctus Deus! Hágios Ischyrós! Sanctus Fortis! Hágios Athánatos, eléison hymás! Sanctus Immortalis, miserere nobis! (Hágios o Theós! ó Deus Santo! Hágios Ischyrós! ó Santo Forte! Hágios Athánatos, eléison hymás! ó Santo imortal, tende piedade de nós!). Outros hinos triunfais sobre o significado e o valor da Santa Cruz também podem ser cantados; todos sinalizam o Mistério Pascal e a sua unidade: a Morte e a Ressurreição são inseparáveis.

  Depois da adoração da Santa Cruz, seguem-se a Comunhão Eucarística e a Oração sobre o povo.


 
 

  No período vespertino da Quinta-feira Santa (isto é, ao cair da tarde), inicia-se o Tríduo Sacro, com a celebração da Missa da Ceia do Senhor (Missa in Coena Domini), na que se recordam três mistérios: a instituição do Santíssimo Sacramento da Eucaristia, a instituição do sacerdócio, e o mandamento do amor. As cerimônias correspondentes são a Santa Missa, a adoração do Santíssimo Sacramento e o Lava-pés.

  Nas Leituras e no Evangelho (Ex 12,1-8.11-14; 1Cor 11, 23-26; Jo 13,1-15), a ideia central é a de que a Eucaristia é a verdadeira Páscoa (Primeira Leitura/Evangelho) que Cristo celebrou com os seus Apóstolos e que a Santa Igreja perpetua ao longo dos séculos (Segunda Leitura).

  O Lava-pés (que se faz depois da homilia) pelo menos desde o séc. VII já era uma cerimônia com algum caráter litúrgico; é uma parábola em gestos sobre o mandamento novo de Cristo: a caridade.

  A transladação do Santíssimo Sacramento e a denudação do altar fazem-se não só para que se reserve a Comunhão para o dia seguinte (vale lembrar que na Sexta-feira Santa e no Sábado Santo não há Missa), mas também como meio de exortação à adoração de Nosso Senhor. A denudação do altar convida a que se contemple somente a Jesus Cristo.


 
Semana Santa 04/07/2009
 

  Sendo a Páscoa da Ressurreição a maior das festas cristãs (ou antes, a festa cristã por excelência), desde o tempo dos Apóstolos a semana que antecede essa festa adquiriu o primeiro posto entre todos os tempos litúrgicos.
  Comemoram-se nesta semana os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo; daí o variado número, a grande importância e a veneranda antiguidade dos ritos dos ritos dessa semana, que começaram a desenvolver-se a partir do séc. IV.
  A importância da semana que antecede a festa da Páscoa está indicada muito claramente pelos diversos nomes dados a essa época litúrgica ao longo dos tempos: Hebdomada Paschalis (Semana da Páscoa), Hebdomada Authentica (isto é, Semana “sem comparação” ou que “tem uma importância toda sua”, que “tem importância em si e por si mesma”), Hebdomada Maior (Semana Maior) Hebdomada Sancta (Semana Santa).
  No tempo dos Apóstolos, observava-se o jejum na Sexta-feira e no Sábado (isto é, "nos dias em que nos foi tirado o Esposo"). A observância do jejum passou a ser respeitada também na Quarta-feira Santa (porque nesse dia começaram os judeus de então a tramar a perda do Senhor). Em 247 já se observava o jejum em todos os dias da Semana Santa.
  Atualmente, o jejum se pratica apenas na Sexta-feira Santa, fora a abstinência de carne (que está estabelecida para todas as sextas-feiras do ano).


 
 

Ecce, Mater, cum labore
Largo vultus cum sudore
  Serrantem filiolum;

Nonne dicis mente tota
Curre linum, curre rota
  Cito da strophiolum.

Tradução livre:

Eis, Mãe, do longo trabalho
a suada face
  do filhinho carpinteiro;

Assim dizes com toda razão
Corre linha, corre fuso
  para eu veloz fazer-lhe um lenço.

 
Réveillon 2009 01/02/2009
 

  As coisas devem ser feitas em grande estilo...
  Para terminar 2008 com chave de ouro:

  Para começar 2009 com o pé direito:

 
 

Ferro trabes vult secare,
Puer, terras, coelum, mare,
  Qui pugillo continent.

Mater fuso voluit
Angelorum qua regina
  Supra calos eminens.

Tradução livre:

Quer a trave serrar
O Menino que terra, céus e mar
  no punho os contém.

A Mãe quer ficar com o fuso
Mesmo sendo dos Anjos
  rainha supereminente.

 
 

Um feliz Ano Novo a todos!

 
 

Animose finde Pater,
Animosa perge Mater,
  Fila trahens linea.

Est laborum consolatur
M
undi puer fabricatur
  Fruta legens lignum.

Tradução livre:

Com garra talha o Pai,
Animada coze a Mãe,
  puxando pelo novelo.

Distrai-se dos cansaços
O Menino que fez o mundo
  catando as lascas da lenha.