Não sei se perceberam, mas neste site já tentamos adotar a nova grafia. Para facilitar sua vida, vão algumas dicas:
Alguns questionaram por que dar um nome à biblioteca. Ora, nomear é dominar. Por enquanto chegaram apenas duas sugestões (veja nos comentários da postagem original). Deixe seu voto!
 Em 2009, a Festa Literária Internacional de Paraty começará no dia 1º de julho, quarta-feira, e irá até domingo, 5 de julho. O pernambucano Manuel Bandeira (1886-1968) será o escritor homenageado na sétima edição da Flip. Sua obra poética ocupa lugar indiscutível na nossa tradição literária, embora haja tempo que suas obras não recebem atenção do meio editorial. Manuel Bandeira foi crítico literário e de artes plásticas, professor, cronista, compositor, autor de obras infantis e tradutor de clássicos da literatura, como Shakespeare, Schiller e Proust. Ainda que tenha sido objeto de lançamentos recentes importantes, boa parte dessa produção em prosa permanece à sombra. O tributo oferecido pela Flip tem como objetivo alterar esse cenário. “A homenagem da Flip pretende contribuir para a revalorização da obra poética e para tornar mais conhecidas as diversas faces de Manuel Bandeira”, afirma Flávio Moura, Diretor de Programação da FLIP.
João Carlos
 A Commedia, chamada Divina em 1555 por Gabriel Giolito de Ferrari, tem por título autoral: "Começa a comédia de Dante Alighieri, florentino de nascimento, não de costumes".
É toda escrita em tercetos decassilábicos rimados em cadeia alternada, técnica conhecida como terza rima: ABA, BCB, CDC, DED, EFE… Ou seja, a linha central de cada terceto controla as duas linhas marginais do terceto seguinte. Ao fazer com que cada terceto antecipe o som que irá ecoar duas vezes no terceto seguinte, a terza rima dá uma impressão de movimento ao poema. É como se ele iniciasse um processo que não poderia mais parar.
Divina Comédia, Inferno, I 1 Nel mezzo del cammin di nostra vita 2 mi ritrovai per una selva oscura 3 ché la diritta via era smarrita.
4 Ahi quanto a dir qual era è cosa dura 5 esta selva selvaggia e aspra e forte 6 che nel pensier rinova la paura!
7 Tant’è amara che poco è più morte; 8 ma per trattar del ben ch’i’ vi trovai, 9 dirò de l’altre cose ch’i’ v’ho scorte.
10 Io non so ben ridir com’i’ v’intrai, 11 tant’era pien di sonno a quel punto 12 che la verace via abbandonai. Os três livros da Commedia (Inferno, Purgatorio, Paradiso) se dividem‑se em 33 cantos cada, com aproximadamente 40 a 50 tercetos, que terminam com um verso isolado no final. Os três terminam com a palavra: stelle. O Inferno contém um canto introdutório, com o que o total perfaz 100 cantos. Cada realidade escatológica está dividida em nove círculos, formando 27 níveis.
T. S. Elliot dizia que, para fruir de um poema, quanto menos se souber do poeta melhor. É preferível citação, crítica ou ensaio a dados históricos e biográficos. A beleza é que deve convidar à erudição. E no caso de Dante isso é muito pronunciado. Mas, em alguns casos da Antiguidade, isso fica muito difícil sem erudição.
Uma parte dos leitores pensa que seu esquema, filosofia e significados ocultos são imprescindíveis para a compreensão do poema, mas a maioria acha que a erudição é completamente dispensável para sua fruição. Talvez por esse último erro é que muitos só conheçam o Inferno. Efetivamente, a captação completa da obra exige conhecimentos históricos e culturais e a típica cosmovisão do medievo, que ultrapassava a compreensão da história e apontava às suas consequências escatológicas, evidenciando o absoluto domínio de Deus sobre o universo.
A Commedia tem por fim a reforma moral e apresenta a justiça com base na lei de talião. Coloca‑se numa esteira comum do pensamento cristão que, ao abordar a história da salvação, prefere enfatizar a particular peregrinação de cada um para Deus do que discorrer sobre as etapas da intervenção de Deus na história. Com efeito, o itinerarium mentis in Deum, como chamava São Boaventura a essa temática, foi uma importante contribuição para que a humanidade crescesse na compreensão de si mesma. E, sem dúvida, foi Dante Alighieri quem mais viva, colorida e cabalmente descreveu o itinerário espiritual.
Início da palestra sobre Dante Alighieri dada por João Carlos
 Bacon dizia que a leitura torna o homem completo, a conversação o torna ágil, o escrever o torna preciso. Quem não se cultiva um pouco, parece que não sabe desfrutar das satisfações inerentes à nossa condição de seres inteligentes. É lastimoso conhecer gente incapaz de sustentar sequer por uns minutos uma conversa sobre algo alheio à sua especialidade, porque nunca leu nada com um pouco mais de conteúdo. Ao mesmo tempo que fomentamos a aquisição de uma cultura ampla e profunda, mediante o aproveitamento dos tempos dedicados ao espargimento e ao oportuno descanso, precisamos nos resguardar com prudência de tudo aquilo que ataque nossa fé ou seja moralmente perigoso. Diante do perigo do excesso, da absorção contínua e indiscriminada de informação, deve‑se reconhecer que nem toda publicação, filme ou programa colabora na formação cultural. Faz falta ler mais e ler melhor. Sêneca dizia que não é preciso ter muitos livros, mas que sejam bons. Além da capacidade de leitura é necessário desenvolver a capacidade de discernimento, porque as propagandas publicitárias das editoras e o atrativo das encadernações não são garantia de qualidade. Nesse sentido, vale a pena lembrar as seguintes palavras de João Paulo II, do seu livro "Levantai-vos, vamos!" (na altura da página 100): Sempre tive este dilema: o que devo ler? Buscava escolher aquilo que fosse mais essencial. A produção editorial é tão vasta! Nem todos os livros têm o mesmo valor e utilidade. É preciso saber escolher e pedir conselho a respeito do que merece ser lido. (...) Na leitura e no estudo, tentei unir sempre de maneira harmônica as questões de fé, de pensamento e de coração. Não são campos separados. Cada um deles se adentra e anima os outros.
João Carlos
 Vamos dar um upgrade na biblioteca do Centro: a) primeiro, precisamos fazer o levantamento do acervo; b) depois, recuperar os livros que valem a pena; c) fazer as trocas possíveis nos sebos. Mas o fundamental é: DOE LIVROS. Veja a lista dos livros de que precisamos. Por outro lado... Ajude a escolher o nome de nossa biblioteca. Deixe aqui nos comentários suas sugestões.
 A Fundação Casa de Rui Barbosa (Rua São Clemente 134, Botafogo) convida para o lançamento do livro História social da língua nacional no dia 11 de dezembro, às 18h. A obra, organizada por Ivana Stolze Lima e Laura do Carmo, nasceu de um seminário realizado na Fundação em outubro de 2007. O evento teve como objetivo discutir como a língua portuguesa no Brasil tem uma história própria, marcada pelas condições sociais e culturais específicas, relacionadas à colonização, à escravidão, à relação com os indígenas e à imigração. Pesquisadores de História, Antropologia, Língua Portuguesa, Linguística e Literatura, de dez instituições, com olhares diferenciados para diversos períodos e fontes de pesquisa, assinam os artigos, representando variadas linhas de pesquisa.
João Carlos
 A palavra tertulia aparece na língua castelhana em 1630, com o sentido de “reunião de gente para discutir ou conversar”. Em italiano, desde 1726 chama‑se trastullo a “jogo, divertimento, passatempo”. Em português, tertúlia significa “reunião de parentes e amigos”. Desde 1881, porém, refere‑se também à “palestra literária”. Para aproveitarmos ainda mais a oportunidade de enriquecimento cultural que a tertúlia oferece, para cada semana serão previstos temas especiais: - Resenha & Notícia: comentários a artigos interessantes - Estado da Arte: último grito da sua profissão - Bibliofilia: novas aquisições para a biblioteca - Conte a História: história através de personagens - Sintonize: sua música favorita - Conferência: preleção de convidado especial
 Com a presença do homenageado do ano, o escritor Ruy Castro, a oitava edição da Primavera dos Livros ocupa os jardins do Museu da República. Até domingo, dia 30, o evento organizado pela Liga Brasileira de Editoras Independentes, oferece ao público, em 86 estandes, livros com descontos de até 40%.
João Carlos
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