Bento XVI acolhe os participantes do UNIV 04/30/2011
Add Comment Jornada da Juventude 2011 03/30/2011
Informações importantes acerca da nossa participação na JMJ 2011: 1. É o ideal pagar as inscrições até o dia 31/03. 2. O custo da semana é de apenas 163 euros (!!!), incluindo alojamento no colégio de bom nível chamado ANDEL, refeições e transporte público, que será gratuito. 3. Quem quiser, poderá fazer o plano B de ficar mais quatro dias na Espanha para conhecer a Universidade de Navarra, Torreciudad, e outros pontos turísticos. No caso, terá que pagar um acréscimo de 200 euros. 4. A passagem de avião estima-se por volta de R$ 2.500,00. 5. A inscrição consiste em depositar R$ 500,00 (entrada da passagem) + R$ 425,00 da JMJ (plano A) na conta corrente: Nome: Roberto Abia Fernández Banco: Itaú Ag: 8612 Conta: 11507-4 6. Enviar um e-mail para abiaroberto@gmail.com com o comprovante de depósito e as seguintes informações: Nome completo Data de nascimento Plano de viagem A (só Madri) ou B (Madri, Saragoça, Torreciudad, Pamplona, Burgos) Três perguntas ao Papa na JMJ 2010 03/26/2010
Jovem: Jesus convidou o jovem rico a deixar tudo e a segui-lo, mas ele foi embora triste. Também eu, como ele, tenho dificuldades em segui-lo, porque tenho medo de deixar as minhas coisas e, às vezes, a Igreja me pede renúncias difíceis. Santo Padre, como posso encontrar a força para escolhas corajosas, e quem pode me ajudar? Bento XVI: Comecemos talvez com essa palavra dura para nós: renúncias. As renúncias são possíveis e no final se tornam inclusive belas se têm um porquê, e se esse porquê justifica depois também a dificuldade da renúncia. São Paulo usou neste contexto a imagem das olimpíadas e dos atletas empenhados com as olimpíadas. Diz a eles que para se chegar finalmente à medalha, naquele tempo a coroa, devem viver uma disciplina muito dura, devem renunciar a muitas coisas, devem realmente exercitar esse esporte que praticam. Fazem grandes sacrifícios e renúncias porque têm um porquê, vale a pena mesmo que talvez, no final, não estejam entre os vencedores. Todavia, é algo belo ter disciplinado a si mesmo e ser capaz de fazer essas coisas com uma certa perfeição. E o mesmo vale com essa imagem de São Paulo para as olimpíadas, vale também para todos os outros aspectos da vida. Não posso alcançar uma boa vida profissional sem renúncias, sem uma preparação adequada, que sempre exige disciplina, exige que devo renunciar a algo. E assim também na arte, em todos os elementos da vida, nós compreendemos que para alcançar um objetivo profissional, seja esportivo, seja artístico, cultural, devemos renunciar, aprender, aprender a arte de viver, de ser si mesmo. A arte de ser um homem exige renúncias verdadeiras, que nos ajudam a encontrar a estrada da vida, a arte da vida indicadas na palavra de Deus, e nos ajudam a não cair, digamos, no abismo da droga, do álcool, da escravidão da sexualidade, da escravidão do dinheiro, da preguiça. Todas essas ações, em um primeiro momento, aparecem como ações de liberdade, mas na realidade não são ações de liberdade, mas o início de uma escravidão que se torna sempre mais insuperável. E superar essas renúncias à tentação do momento, prosseguir em direção ao bem, cria a verdadeira liberdade e torna a vida preciosa. Jovem: O Evangelho nos diz que Jesus fixou aquele jovem e o amou. Santo Padre, que significa ser olhado com amor por Jesus, como podemos também nós fazer esta experiência hoje? Mas é realmente possível viver esta experiência também nesta vida de hoje? Bento XVI: Não se pode conhecer uma pessoa do mesmo modo como se estuda matemática, para a matemática a razão é suficiente, mas para conhecer uma pessoa, sobretudo a grande pessoa, Jesus Deus homem, a razão também é necessária, mas, ao mesmo tempo, também o coração. Somente com a abertura do coração unicamente para ele, neste conjunto de conhecer o que disse, o que fez, com o nosso amor, com o nosso ir em direção a ele, podemos aos poucos, sempre mais, conhecê-lo e, assim, também fazer a experiência de ser amados. Portanto, ouvir a palavra de Jesus, ouvi-la na comunhão da Igreja, na sua grande experiência e responder com a nossa oração, com o nosso colóquio pessoal com Jesus onde lhe dizemos o que não podemos entender, as nossas necessidades, as nossas perguntas. Em um verdadeiro colóquio podemos sempre mais encontrar esta estrada do conhecimento, que se torna amor e, naturalmente, não somente pensar, não somente rezar, também o fazer é uma parte do caminho rumo a Jesus, fazer as coisas boas, empenhar-se pelo próximo. Existem diferentes caminhos, cada um conhece suas possibilidades na paróquia, na comunidade onde vive, para empenhar-se também com Cristo e pelos outros, pela vitalidade da Igreja, para que a fé seja realmente força formadora do nosso ambiente, do nosso tempo. Jovem: Santo Padre, o jovem do Evangelho pediu a Jesus: Bom Mestre o que devo fazer para ter a vida eterna? Eu não sei nem o que é a vida eterna. Não consigo imaginá-la, mas uma coisa eu sei: não quero jogar fora a minha vida, quero vivê-la até o fim e não sozinha. Eu tenho medo que isso não ocorra, eu tenho medo de pensar só em mim mesma, de errar tudo e de me encontrar sem uma meta, vivendo dia após dia. É possível fazer da minha vida algo de bonito e de grande? Bento XVI: Amar Deus supõe conhecer Deus, reconhecer Deus, e este é o primeiro passo que devemos fazer: procurar conhecer Deus. Assim sabemos que a minha vida não existe por acaso, não é um acaso, a minha vida é desejada por Deus, desde a eternidade, eu sou amado, sou necessário, Deus tem um projeto comigo da totalidade da história, tem um projeto próprio para mim, a minha vida é importante, ou melhor necessária, e o amor eterno me criou em profundidade e me espera. Portanto, esse é o primeiro ponto: conhecer, procurar conhecer Deus, e assim entender que a vida é um Dom que é viver bem. E depois o essencial é o amor, amar esse Deus que me criou, que criou este mundo, que governa, em todas as dificuldades do homem, a história e que me acompanha e amar o próximo. Os dez mandamentos aos quais Jesus na sua resposta se refere, são somente uma explicação do mandamento do amor, são por assim dizer regras do amor, indicam a estrada do amor, com esses pontos essenciais: a família como fundamento da sociedade, a vida a ser respeitada como dom de Deus, a ordem da sexualidade, da relação entre homem e mulher, a ordem social e finalmente a verdade. Esses elementos essenciais explicam a estrada do amor, como realmente amar e encontrar a estrada justa. Jornada Mundial da Juventude 2010 03/19/2010
![]() Todos os anos, a JMJ é celebrada localmente em Roma e em cada diocese do mundo no Domingo de Ramos. Entretanto, são promovidos encontros internacionais da JMJ com o Papa cada três anos, com massiva participação de jovens de todo o mundo. O próximo encontro será em Madri, em 2011. Leia a Mensagem do Santo Padre para a JMJ 2010. Oito chaves do pensamento de Bento XVI 05/15/2009
![]() Vão abaixo oito aspectos do seu pensamento, presente em sua gigantesca bibliografia: 1) Análise do contexto histórico-cultural: vivemos depois do tempo da utopia (1968), para o qual Deus era odioso, e do tempo do desencanto (1989), para o qual Deus teria morrido. 2) A Igreja deve prestar um serviço à verdade: importância da memória, narração e interpretação. Afinal, ele é um biblista! 3) Autêntico significado da fé: assentimento a algo que não somos capazes de construir por nós mesmos. 4) O encontro com Deus é pessoal: portanto, não há dualismo, já que o corpo faz parte da pessoa. 5) O encontro com Deus nos supera: sob a luz de Deus enchemo-nos de uma saudável confusão. 6) Somos prisioneiros do futuro de Deus: o cristão vive numa experiência antecipada e antecipadora das coisas últimas. 7) É necessário ter uma reserva crítica para ir contra corrente: o Ocidente padece de quatro doenças: desequilíbrio entre tecnologia e moral, letargia moral e política, abandono das raízes cristãs e da missão civilizadora da Europa, esquecimento da concepção cristã de Deus como Logos. 8) Maria é o ícone da Igreja: é concretização pessoal das coordenadas do pensamento cristão. Três desafios do Papa Bento XVI 05/15/2009
![]() Três desafios trazidos pelas peculiares circunstâncias históricas da Igreja e do mundo evidenciam a personalidade e a categoria teológica de Bento XVI, que o assemelham, em certo sentido, aos Padres da Igreja. Estas figuras decisivas nos primeiros séculos do cristianismo viveram a sua época com especial clarividência doutrinal e um profundo senso de responsabilidade pastoral. Bento XVI assumiu o sumo pontificado num momento delicado, em que se cruzam três problemas relevantes: a) A chamada "crise pós-conciliar": uma situação paradoxal que se vive na Igreja desde 1965. Ao mesmo tempo que o o Concílio Vaticano II trouxe luzes espetaculares para a Igreja e o mundo, abriu-se um período dramático de ofuscamento e de confusão em muitos setores eclesiásticos. O Papa tem sido constante em afirmar a íntima harmonia entre a fidelidade às exigências da verdadeira tradição e as exigências de evangelização da moderna sociedade cientificista e agnóstica. b) A ditadura do relativismo: decadência racional e moral do agnosticismo e do relativismo imperantes hoje em determinados setores culturais e políticos, que representa uma ameaça de perversão cultural e antropológica, mais ainda porque no terreno político e legislativo encontra o apoio do absoluto positivismo jurídico, renegador da realidade sobre a natureza da pessoa humana, que se quer negar que seja um conceito e um valor de caráter universal. Bento XVI afirma que uma democracia sem valores se transforma em relativismo, em uma perda da própria identidade, e a longo prazo pode degenerar em totalitarismo aberto ou insidioso. Por isso, repropõe a Cristo como medida do verdadeiro humanismo, resgata o sadio conceito de laicidade que respeita a dignidade natural da pessoa humana e seus direitos universais. Não se trata de um problema político de esquerda ou de direita, mas de um problema humano de grande espessura cultural e moral e, portanto, social. c) O diálogo entre fé e razão: o Papa sublinha que o Deus da fé cristã não é uma realidade inacessível; ao contrário, o Deus da Bíblia ama o homem, entra em nossa história, no espaço e no tempo. É extraordinariamente importante como o Papa estimula o homem moderno para que tenha mais confiança em sua razão. | RSS (saiba o que é)
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